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Quanto menos Cabo Verde, mais África?
Há quem entenda que, para afirmar a africanidade de Cabo Verde, seja preciso diminuir a sua especificidade histórica. Desconfia-se da crioulidade, relativiza-se a mestiçagem, apaga-se o peso da insularidade, da língua, da circulação atlântica e da experiência própria destas ilhas, como se tudo isso fosse um embaraço à pertença africana. É uma estranha aritmética identitária,
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