Documentário sobre Chã das Caldeiras em estreia absoluta nas Canárias

PorExpresso das Ilhas,25 mai 2019 9:43

O Festival de Cinema Canarias Ambiental (FICMEC) vai ser palco para a estreia na próxima terça-feira, 28, do documentário CHÃ, filmado no Verão passado, em Chã das Caldeiras, no Fogo.

O documentário relata o processo de reconstrução da comunidade após a erupção vulcânica ocorrida em 2014 e foi co-dirigido pelo cineasta cabo-verdiano Leão Lopes e pelo espanhol Miguel Miralles.

A peça audiovisual é o resultado de uma experiência educativa, baptizada com o nome de Azimut 2018, que foi promovida por três professores do CIFP (Centro Integrado de Formação Profissional) César Manrique, nas Ilhas Canárias. O objectivo foi reforçar os laços de colaboração entre os estudantes das Canárias e os cabo-verdianos, para além de lhes proporcionar uma experiência real na produção cinematográfica.

Antes do lançamento em Cabo Verde, cuja data ainda não foi confirmada, CHÃ terá uma vitrina privilegiada no Canary Islands Media Film Festival, um dos mais prestigiados das Ilhas Canárias. Realizou-se todos os anos durante várias décadas na ilha de Tenerife e foi visitado pelos maiores cineastas ambientais da cena internacional.

A estreia absoluta do documentário CHÃ está prevista para a próxima terça-feira, 28 de Maio, na FICMEC tela, dividindo a programação com outras peças que tratam de questões sobre vulcanologia: Vulcanália, uma das secções de destaque do Festival.

Dez dias de filmagem intensa em Chã das Caldeiras no Verão do ano passado e meses de trabalho colaborativo entre uma dúzia de estudantes da escola canarina e o M_EIA (Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura) em Mindelo, resultaram num documentário de pouco menos de uma hora em que se reflecte a luta da comunidade de Chã para recuperar suas vidas após a erupção.

Dar voz aos protagonistas

Os criadores do documentário tentaram respeitar plenamente a realidade do que acontece diariamente em Chã das Caldeiras e idiossincrasia da sua população, daí manter uma posição mais de observação do que crítica, dando voz aos protagonistas desta história: aqueles que perderam tudo num dia e anos depois reconstroem as suas casas e suas próprias vidas.

Mais do que do que um documentário, os responsáveis pelo projecto tanto das Canárias como de Cabo Verde confiam que a experiência pode repetir-se num futuro próximo, abordando temáticas de interesse comum para as Canárias e Cabo Verde, com a certeza de que os estudantes de ambas as partes poderão sair enriquecidos com a experiência.

O documentário, que vai ter première no Festival de Cinema Canarias Ambiental, tem como foco os efeitos e as consequências sociais na localidade de Chã das Caldeiras depois da erupção vulcânica que teve início a 23 de Novembro de 2014, e que em apenas uma semana destruiu 400 hectares de terreno – grande parte dos quais cultivável – e mais de 50 casas, desalojando dezenas de famílias nos mais de dois meses que durou o fenómeno.

Texto originalmente publicado na edição impressa do expresso das ilhas nº 912 de 22 de Maio de 2019. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,25 mai 2019 9:43

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 fev 2020 23:21

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