Recomendação para ouvir: É tempo d’Azagua

PorPaulo Lobo Linhares,26 mai 2019 11:15

​Durante o ano a terra espera pela água. A água que traz renovadas esperanças, faz-se pela colheita, espera-se fartura, de um renascer de sementes já plantadas.

Há sementes que, com azagua são regadas esperando o brotar do novo.

Noutro cantinho, devagarinho e semente pós semente, azagua ganha “outro” (ou mais um, se assim o quisermos) significado. Sim, continuam a ser sementes plantadas em terra fértil, porém não fertilizada o suficiente, que tem sempre em conta as raízes. Das raízes partem-se para novos sons, com um cunho pessoal forte e próprio, diria até inovador na tal terra fértil.

Sim, falava em sons, música e sentidos. Falava num renascer de novas sonoridades no panorama da música cabo-verdiana. Falava até de uma nova postura, onde os receios de não ser comercial, desaparecem, e a música ganha corpo e independência.

Sim, falo d’Azagua.

Cinco músicos, um grupo. Cinco carreiras numa direcção.

Cada um traz uma marca, uma música. Contudo, quando juntos, não há N’du, Diego, Fattu, Alberto, Nely ou Jorge … há Azagua.

O som de cada um é emprestado ao grupo que musicalmente se vai tornando um caso cada vez mais sério na nossa música.

Lançam agora o primeiro single – e que forma mais eficaz de “valorizarem” toda a música de Cabo Verde e respectiva maneira de estar nela.

Ouvir, será a palavra de ordem. Aguardar, será o desafio para o que vem por ai…

É claramente tempo d’Azagua.

Texto originalmente publicado na edição impressa do expresso das ilhas nº 912 de 22 de Maio de 2019. 

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Autoria:Paulo Lobo Linhares,26 mai 2019 11:15

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 out 2019 23:21

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