Numa nota enviada, o Ministério da Cultura frisou que este investimento representa um aumento significativo, estimado entre 30% e 50%, no financiamento atribuído à Festa do Rei Momo, e que reafirma o compromisso do Governo com a valorização do Carnaval enquanto pilar identitário, cultural e económico de Cabo Verde.
O MCIC garante que, pela primeira vez, procedeu ao desbloqueio antecipado de 50% do financiamento para os principais grupos de Carnaval: São Vicente, Ribeira Brava de São Nicolau e Praia, ainda no mês de Outubro, sendo que a ilha do Sal passou a beneficiar do pagamento integral antecipado desde o ano anterior, para garantir maior previsibilidade e melhores condições de organização.
A mesma fonte realçou que, no âmbito deste financiamento, as transferências destinadas aos grupos oficiais do Carnaval de São Vicente, nomeadamente Cruzeiros do Norte e Flores do Mindelo, já foram efectuadas na totalidade, através da Liga Independente dos Grupos Oficiais de Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV).
“Foram igualmente contemplados os grupos do município da Ribeira Brava de São Nicolau, reconhecido pela sua forte tradição carnavalesca, em particular Copa Cabana e Estrela Azul”, aponta.
Conforme a mesma fonte, no quadro da política de salvaguarda, continuidade e sustentabilidade dos grupos culturais, o grupo carnavalesco Brilho da Zona, que não desfilará em 2026, beneficiou de um apoio financeiro no valor de 250 mil escudos, destinado à regularização de dívidas referentes ao ano de 2025, criando condições para o seu regresso às festividades do Carnaval em 2027.
O Ministério da Cultura garante que, na Cidade da Praia, os grupos Afro Abel Djassi, Vindos D’África, Vindos do Mar e Samba Jó já receberam, de forma integral, o montante do financiamento atribuído.
"Reconhecendo o valor histórico, simbólico e identitário das manifestações tradicionais associadas aos Mandingas, o Governo, através do MCIC, concedeu igualmente apoio financeiro aos grupos de Mandingas da ilha de São Vicente, nomeadamente das localidades de Ribeira Bote, Espia e Fonte Filipe, com vista à salvaguarda, continuidade e valorização desta expressão cultural singular, profundamente enraizada na vivência comunitária e no património cultural imaterial nacional", destaca.
Ainda na ilha de São Vicente, o MCIC assegura que foi atribuído, igualmente, apoio financeiro ao grupo de professores, que irá desfilar na segunda-feira, 16 de Fevereiro, antecipando o dia oficial dos desfiles.
No âmbito do Edital do Carnaval 2026, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas indica que concedeu financiamento a sete autarquias que submeteram candidatura, em tempo útil, designadamente Santa Cruz e São Miguel (Santiago), São Filipe e Mosteiros (Fogo), Ilha Brava, Boa Vista, Paúl (Santo Antão) e Tarrafal de São Nicolau.
Em resposta, o Governo, através do MCIC, concedeu financiamento às autarquias que submeteram candidaturas, reforçando o seu papel na dinamização, organização e valorização do Carnaval enquanto manifestação cultural de âmbito nacional.
Para além dos apoios destinados aos desfiles oficiais e às autarquias locais, o Governo, através do MCIC, atribuiu igualmente financiamento a grupos individuais, tradicionais e comunitários, distribuídos por várias ilhas do país, nomeadamente: Maio, ao Grupo de Batucada “Nôs Enkantus” - Associação Comunitária de Calheta, à Associação Cultural, Recreativa e Desportiva Cadjetinha e ao Grupo Carnavalesco Dunas de Morrinho.
Na ilha de Santiago, ao Grupo Flores da Assomada (Santa Catarina) e Santo Antão, ao Grupo Carnavalesco Império da Vila - Ponta do Sol (Ribeira Grande).
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