Augusto Veiga afirmou que estes protocolos são importantes por acreditar que a cultura é um factor de desenvolvimento económico do país, além de contribuir para a promoção cultural de Cabo Verde, tanto no exterior como internamente, nomeadamente ao nível do turismo cultural.
Sobre o cinema, o governante destacou que esta área já tem tradição no país e que actualmente existe uma nova geração de jovens cineastas que tem vindo a ganhar destaque internacional.
Por sua vez, Samira Vera-Cruz sublinhou que o cinema é também um produto de promoção cultural e um instrumento de dinamização económica.
Relactivamente à Associação Cabo-verdiana do Cinema e Audiovisual, o ministro explicou que a verba disponibilizada é simbólica, destinada essencialmente ao funcionamento da associação, acrescentando que existem vários outros projectos em preparação que estão à procura de apoio.
O governante anunciou ainda a visita da ministra da Cultura do Brasil a Cabo Verde, durante a qual deverão ser assinados protocolos ligados ao cinema, nomeadamente nas áreas da coprodução e colaboração.
Augusto Veiga acrescentou que o cinema é um sector em que o Governo acredita e que continuará a apoiar.
“Vamos continuar a suportar o cinema e as várias produções cabo-verdianas dentro das nossas possibilidades. Estamos apenas a aguardar a definição dos valores no âmbito da lei da Cópia Privada para, em breve, avançarmos com o edital também ligado ao cinema”, afirmou.
Para a presidente da Associação Cabo-verdiana do Cinema e Audiovisual, Cândida Barros, este apoio constitui um incentivo para que mais pessoas abracem o cinema e a cultura em Cabo Verde.
No que diz respeito às artes plásticas, Augusto Veiga assegurou que se trata de uma área que tem dado provas tanto no país como no exterior. Como exemplo, referiu o trabalho desenvolvido com Tutu Sousa na Rua da Cultura, na ilha Brava.
“Conseguimos transformar uma rua numa verdadeira galeria a céu aberto. Foram realizados 12 murais que mudaram completamente o aspeto da rua e elevaram a autoestima das pessoas de Nova Sintra”, afirmou.
Tutu Sousa manifestou satisfação com o apoio, afirmando que permitirá desenvolver novas iniciativas em prol das artes plásticas em Cabo Verde.
Em relação ao projecto com o Le Cercle des Artistes, Hélder Cardoso destacou a participação de artistas cabo-verdianos residentes no país e na diáspora, referindo que a residência artística tem tido uma boa repercussão.
Segundo Augusto Veiga, esta residência artística decorrerá durante dois meses e os trabalhos produzidos ficarão expostos no TechPark CV durante um ano.
“Queremos dar continuidade a este tipo de projectos e mostrar a nossa abertura para iniciativas desta natureza”, afirmou.
Hélder Cardoso considerou que este protocolo demonstra a sensibilidade do Ministério da Cultura em reconhecer o poder da arte além-fronteiras.
Em relação ao teatro, o ministro afirmou que o Governo está a trabalhar com várias companhias representativas em Cabo Verde.
“Já assinámos em São Vicente com a Juventude em Marcha, com o Mindelact e com o SalEncena. Agora assinamos com a Fladu Fla, abrangendo quatro ilhas: Sal, Santo Antão, São Vicente e Santiago. Temos ainda outros pedidos que também vamos apoiar”, explicou.
Segundo o governante, o pacote de financiamento ronda os dois mil contos, podendo aumentar com novos apoios.
Para Sheila Martins, este protocolo simboliza um passo significativo no reforço da formação de actores e na promoção da qualidade do teatro cabo-verdiano, contribuindo para o desenvolvimento artístico e cultural do país.
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