Esta exposição apresenta-se como uma proposta integrada na programação anual do CNAD, "Imaginários na Linha do Tempo".
Numa publicação na rede social, o CNAD explica que a exposição foi desenvolvida em diálogo com os valores e entendimentos da Cooperativa Resistência. A instalação foca-se no gesto como veículo de intenção, memória, conhecimento e possibilidade.
“No seu cerne, a exposição aborda a pedra não apenas como matéria fixa, mas como semente, latente, generativa e contida no tempo. Inserida no contexto do Mindelo, é indissociável de dinâmicas sociais e políticas mais amplas, acabando por conduzir a questões sobre a terra, os recursos e a habitação”, aponta.
Fazem parte desta exposição cinco esculturas, tecidas a partir de ramos de tamareira e fibra de banana, provenientes de São Vicente, em colaboração com o artesão Helder Delgado, que se erguem e descem pelo espaço como corpos porosos e vasculares.
As obras estão preenchidas e rodeadas por pedras, recolhidas em zonas costeiras e montanhosas da ilha, a par de formas trabalhadas por Davitson Almeida, que reúnem, retêm e libertam.
Estas pedras-semente acumulam-se e transbordam, ecoando ritmos de germinação, dispersão e potencial adormecido, como um modo de circular memória, cuidado e saber vernacular.
O "outro Caminho" (otherwise) proposto no subtítulo não indica uma alternativa distante, mas aponta, sim, para o espaço de possibilidade que reside na intenção dentro dos gestos existentes.
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