De acordo com as projecções do supercomputador da Opta, que simulou o torneio 10.000 vezes antes do sorteio da fase final, a probabilidade de Cabo Verde conquistar o título mundial é extremamente reduzida, situando-se abaixo de 1%. O modelo coloca a selecção cabo-verdiana entre os chamados “outsiders”, num torneio dominado por potências tradicionais como a Espanha, a França, a Inglaterra e a Argentina.
A Espanha surge como principal favorita ao troféu, vencendo o Mundial em cerca de 16% das simulações realizadas pela Opta. França (13%), Inglaterra (11%) e Argentina (10%) completam o grupo de selecções com maiores probabilidades de erguer a taça. Portugal aparece logo atrás, com cerca de 7% de hipóteses de conquistar o primeiro título mundial da sua história.
Para Cabo Verde, o desafio é ainda maior porque o sorteio colocou a equipa no Grupo H, juntamente com a Espanha, o Uruguai e a Arábia Saudita. Nas simulações da Opta, a Espanha terminou no primeiro lugar do grupo em mais de 75% dos cenários analisados, demonstrando a dificuldade da tarefa que espera os comandados cabo-verdianos.
Apesar das probabilidades reduzidas, a história recente do futebol mostra que os números não contam toda a história. Em 2022, por exemplo, a Argentina iniciou o torneio sem ser a principal favorita e acabou por conquistar o título. O próprio modelo da Opta indica que apenas 35,9% das simulações resultaram na conquista do Mundial por uma selecção que nunca venceu a competição, deixando aberta a possibilidade de uma surpresa histórica.
Para um país com pouco mais de meio milhão de habitantes, a qualificação para o Mundial já representa uma conquista sem precedentes. Cabo Verde tornou-se uma das menores nações da história a garantir presença numa fase final da competição e será um dos quatro estreantes no torneio de 2026, ao lado de Curaçao, Jordânia e Uzbequistão.
Assim, embora as probabilidades matemáticas de Cabo Verde se sagrar campeão mundial sejam diminutas, o simples facto de os Tubarões Azuis estarem entre as 48 melhores selecções do planeta já constitui um marco histórico. E se há algo que os Mundiais ensinam repetidamente é que as estatísticas podem apontar favoritos, mas não conseguem prever todas as surpresas que o futebol é capaz de produzir.
homepage








