Exportações em máximo do ano em Julho após quebras em Abril e Maio

PorExpresso das Ilhas, Lusa,7 set 2020 16:36

As exportações cabo-verdianas atingiram em Julho o valor mensal mais alto do ano, superior a 504,5 milhões de escudos, depois de quebras em Abril e Maio, os meses mais afectados pela pandemia de covid-19, segundo dados estatísticos oficiais.

De acordo com o mais recente relatório estatístico do Banco de Cabo Verde (BCV), consultado hoje pela Lusa, as exportações cabo-verdianas totalizaram de Janeiro a Julho mais de 2.654 milhões de escudos (24 milhões de euros), essencialmente peixe congelado e conservas.

Só em Julho, o pico mensal do ano em valor das exportações do arquipélago, Cabo Verde vendeu ao exterior 504,5 milhões de escudos (4,56 milhões de euros) em produtos (não inclui as receitas do turismo). Em Junho, as exportações tinham ascendido a quase 391,7 milhões de escudos (3,5 milhões de euros), após as quebras de Maio, com 179,7 milhões de escudos (1,6 milhões de euros), e de Abril, com 324,6 milhões de escudos (2,9 milhões de euros).

Do total das exportações contabilizadas de Janeiro a Julho no relatório do BCV, cerca de 80% foram de produtos do mar, essencialmente peixe enlatado e peixe congelado, equivalente em valor a mais de 2.108 milhões de escudos (19,1 milhões de euros).

Em 2019, Cabo Verde exportou bens no valor total de 6.113,2 milhões de escudos (55,4 milhões de euros), dos quais 4.856 milhões de escudos (44 milhões de euros) referentes a produtos da pesca. Em 2018, as exportações bateram um recorde de 7.064 milhões de escudos (64 milhões de euros), das quais 5.734 milhões de escudos (52 milhões de euros) de produtos do mar.

A indústria exportadora cabo-verdiana é suportada por produtos do mar, como peixe fresco, congelado e enlatado, além de crustáceos, bem como uma pequena parte na actividade transformadora, com calçado e vestuário.

Segundo dados anteriores do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde, Espanha é o país que mais compra os produtos cabo-verdianos, com uma quota superior a 60%, mantendo uma forte actividade na indústria conserveira, essencialmente na ilha de São Vicente.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,7 set 2020 16:36

Editado porSara Almeida  em  18 set 2020 15:19

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