Turismo e saúde em destaque

PorAndre Amaral,26 jun 2022 7:42

Na edição deste ano do Cabo Verde Investment Forum estiveram presentes 81 promotores de projectos de investidores vindos de 25 países. Foram inscritos 372 projectos nas mais diversas áreas de investimento passando pelo turismo, saúde, energias renováveis e tecnologia.

De entre os projectos apresentados, destaque para a ilha do Sal que vai ver nascer mais uma unidade hoteleira a ser construída por um promotor belga. Ao todo vão ser investidos 550 milhões de euros neste projecto.

Segundo informações avançadas durante o Cabo Verde Investment Forum, o projecto de investimento vai incluir infraestruturas turísticas, comerciais, restauração, jogos, residencial, entre outras, e vai ser desenvolvido em cinco fases, sendo que a primeira, de 100 milhões de euros e com duração de três anos, abarca a construção de um hotel de cinco estrelas, denominado Serena Bay terá um total de 777 suites, sete piscinas e parque aquático.

A primeira pedra foi colocada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e, durante a cerimónia, foi avançado que está prevista a criação de 1.150 postos de trabalho permanentes e 450 durante a construção.

A ser desenvolvido em cinco fases distintas de expansão, a segunda fase deste empreendimento turístico está prevista para 2025. Nessa altura serão construídos 254 quatros com uma investimento a rondar os 60 milhões de euros.

A terceira fase prevê a construção de 1.350 quatros, divididos entre apartamentos e estúdios, denominado de Serena Towers, num orçamento de 115 milhões de euros e com início previsto para 2028.

Já a quarta fase, vai contemplar a construção de um aparthotel, denominado Serena Waves, com 300 casas, num total de 600 quartos, tudo orçado em 90 milhões de euros, num período de três anos, com início em 2031.

A terminar, na quinta fase, o projecto prevê a construção de um complexo aparthotel, denominado de Serena Mar, composto por apartamentos de luxo, orçado em 85 milhões de euros, num período de três anos, com início em 2034.

Este projecto que vai ser construído na zona de Ponta Serena, em Santa Maria, numa área de quase 472 mil metros quadrados, num período de 15 anos.

Segundo a agência Lusa, o governo classificou este investimento como sendo “de interesse excepcional”, sendo que vai permitir o “desenvolvimento socioeconómico do país, tendo em conta o impacto que representará em termos de investimento, do emprego, da formação profissional, da riqueza que gerará e do aumento quantitativo e qualitativo da capacidade de alojamento nacional”.

Investimento na Saúde

Também em destaque no evento esteve a apresentação do Hospital Vitória pelo grupo português Trofa Saúde.

Em conversa com o Expresso das Ilhas, José Vila Nova, um dos administradores deste grupo privado que trabalha na área da saúde, confirma que há contactos com o governo, mas nega que haja compromissos assumidos.

“Nós, como operador reconhecido na área hospitalar privada temos interesse em colaborar com o governo no investimento num novo hospital”, reconheceu José Vila Nova.

Essa colaboração, diz este responsável, pode ser feita de várias formas. “Com mais investimento público, com mais investimento privado, há várias formas, e isso ainda não está definido”.

O que é certo é que para José Vila Nova “há aqui um espaço e uma necessidade, que toda a gente reconhece, de haver uma estrutura hospitalar capaz de garantir segurança às pessoas que vivem cá e que vêm cá de visita. Nós temos essa experiência em Portugal, começamos há 30 anos e já repetimos a experiência por 18 vezes e com grande sucesso. Temos essa capacidade e essa vontade e há também vontade do governo em que isso aconteça e que um operador privado também se possa associar a esse projecto”.

O grupo que lidera, diz este responsável, tem “todas as condições, inclusive para a formação de recursos humanos que são indispensáveis, porque não há massa crítica suficiente em Cabo Verde para garantir uma operação de alto nível. Nós temos as condições para formar, através dos nossos profissionais, essa massa crítica”.

“O que posso dizer neste momento é que estamos a trabalhar em conjunto, a receptividade do governo foi elevada. Obviamente que não há compromissos de parte a parte, mas sim uma grande sintonia de vontades para que isso possa acontecer. Espero que sejamos nós o parceiro privado”, refere.

Quanto a mais valias que podem ser trazidas pelo grupo para Cabo Verde, José Vila Nova defende que o projecto, a concretizar-se, trará “antes de mais um modelo de gestão que permite maior produtividade e isso significa melhores preços. Esse é um aspecto essencial. Temos um modelo de negócios que permite grande produtividade e eficiência naquilo que se faz evitando o risco e o desperdício”. 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1073 de 22 de Junho de 2022. 

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Autoria:Andre Amaral,26 jun 2022 7:42

Editado porAndre Amaral  em  11 ago 2022 23:28

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