"Sabemos que continuará a haver saída [de trabalhadores] de Cabo Verde e estamos a tentar melhorar salários, qualificação, criar melhores condições" para os fixar e responder às necessidades das empresas, disse Marcos Rodrigues, citado pela agência Lusa.
"Já não temos assim tantos recursos disponíveis para sair. No entanto, Portugal tem estado à procura e vai procurar ainda mais, sobretudo na construção civil, na agricultura e nalgumas indústrias leves”, comentou este responsável.
Isto preocupa porque, referiu, “são áreas que estão a crescer, onde a exigência de qualidade é cada vez maior" e em que as ilhas de Cabo Verde também precisam "de recursos qualificados para sustentar o desenvolvimento", acrescentou.
Cabo Verde tem investido na formação de profissionais na hotelaria e na construção, por exemplo, mas a oferta continua insuficiente face à procura interna e externa.
Por isso, é urgente expandir e dinamizar as escolas de formação profissional, sobretudo nas áreas técnicas, considerou.
"Não somos como o Brasil, com milhões de pessoas disponíveis. Somos um país pequeno, com fragilidades enormes, e precisamos de apoio internacional para desenvolver a economia. A saída dos nossos profissionais prejudica seriamente o nosso crescimento. Quem recruta em Cabo Verde deve também investir na formação de novos trabalhadores, para que as empresas não vejam frustradas as suas expectativas de investimento", explicou.
O presidente da CCS alertou que Cabo Verde tem vários investimentos externos e nacionais em curso, alguns com apoio da União Europeia (UE), e precisará de trabalhadores cada vez mais qualificados.
homepage







