Em declarações à Rádio de Cabo Verde na quinta-feira, 5, a directora-geral da Moave, Vera Luz, explicou que a empresa já começou a tomar medidas preventivas.
“Esperamos que isso vai acontecer no geral, em todos os produtos, especialmente aqueles que importamos. Estamos a antecipar as importações, entendemos que tínhamos pelo menos para garantir alguma estabilidade de preços que tomar posições de imediato e isso temos vindo a fazer esses dias. Pelo menos para garantir o stock até o final do ano”, afirmou.
Segundo a responsável, a estratégia passa por reforçar as encomendas de produtos como trigo, milho e arroz. No caso do arroz, a empresa já tinha compras em curso, o que ajuda a reduzir eventuais impactos imediatos.
“Falamos de trigo, falamos de milho, arroz ainda bem que já tínhamos importação à caminho. Então temos uma boa quantidade a entrar e com preços anteriores. O contrato é fechado e não será afectado, esperamos que não. Não haverá necessidade de renegociar contratos que já estão a caminho”, disse.
Quanto à disponibilidade internacional de cereais, Vera Luz considera que, para já, não há sinais de escassez. A preocupação centra-se sobretudo nos custos associados ao transporte.
“Quer na Argentina, para milho, quer na Argentina para trigo, quer nos países bálticos está com boa produção, colheitas de trigo, então a nível de supply não há problemas. Mas a nível dos preços de transporte que poderá afectar os custos de importação”, referiu.
Apesar de o trigo consumido em Cabo Verde ser maioritariamente adquirido na Europa, a directora-geral admite que a situação geopolítica pode trazer constrangimentos logísticos.
“Embora nós importamos trigo, maioritariamente de Europa, vamos a ver as impedições que poderão haver no transporte e já começamos a verificar algumas dificuldades”, acrescentou.
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