Destaques da edição 843

PorExpresso das Ilhas,24 jan 2018 1:48

Nesta edição, o Expresso das Ilhas faz manchete com a entrevista a António Espírito Santo, Provedor da Justiça: "a força do cargo vem da opinião pública".

O Provedor de Justiça cumpre esta quarta-feira quatro anos de mandato. Tantos quantos os que o próprio órgão independente tem de existência. Numa conversa em jeito de balanço, António do Espírito Santo, fala do caminho desbravado, da resistência da administração pública que aos poucos se esbate e de algumas das queixas que chegam, em cada vez maior número. Tomando o pulso a essas preocupações, já foram feitas propostas de alteração à legislação e diferentes estudos. Entre os casos, surge o da EMEP, da qual recebeu várias queixas às quais não pode manter-se indiferente. “A EMEP está nos confins do Estado de Direito”, resume. Seja como for, a “força do Provedor de Justiça não é mais do que a opinião pública”, e por isso, chegar a todos os cidadãos, lançar o debate e promover os direitos são os guias deste órgão.

Também neste número, A complexa migração subsaariana. Dois documentos fundamentais para se perceber o movimento migratório no mundo, em África e na região subsaariana, particularmente, foram editados no final do ano passado: o relatório das migrações em 2017, das Nações Unidas, e o estudo África em movimento – Dinâmica e motores da migração ao sul do Sahara, da FAO (agência da ONU para a alimentação e a agricultura) e do Cirad (Centro de Investigação Agrícola para o Desenvolvimento). Estes documentos voltaram a ficar actuais nos últimos dias, principalmente depois das palavras pouco abonatórias do Presidente dos Estados Unidos sobre os países de origem dos migrantes. O adjectivo dirigido aos países africanos foi especificamente insultuoso. O que estes papéis, no fundo, vieram mostrar foi uma realidade que está longe das percepções comuns. Não só a maioria dos africanos migra dentro do continente, como África nem sequer é o local de origem da maior parte dos que saem à procura de uma vida melhor.

Parlamento: Cabo Verde, o maior contribuinte da CEDEAO. “Cabo Verde é, hoje, o maior contribuinte per capita da CEDEAO, tem pago ao longo de todos estes anos mais de 50 dólares por habitante. Os outros países não pagam nem 20 dólares”, disse o ministro das finanças, esta terça-feira, na sessão parlamentar. Olavo Correia defendeu ainda que o país deve olhar para a comunidade de uma forma diferente para se conseguir uma integração concreta.

Humor.CV ou Rir online. A internet tornou-se, nos dias de hoje, ponto de passagem e de paragem quotidiana para os milhares de cabo-verdianos com acesso a ela. E, para além de consumir, os internautas cabo-verdianos começam a criar conteúdo. Um dos tipos de conteúdos mais populares na rede são os vídeos de humor e os memes. O fenómeno “Bloku” serviu-nos de pretexto para buscarmos saber, quem faz rir hoje os cabo-verdianos.

Na cultura, César Monteiro à conversa com Humbertona: Ninguém estraga a música, há espaço para todos. Humberto Bettencourt Santos (Humbertona), conceituado guitarrista cabo-verdiano, afirma não ter receio do futuro da música cabo-verdiana e, em especial, da tradicional, não obstante as influências que chegam de todos os lados, por imperativo do próprio processo de globalização ao qual não foge Cabo Verde. Aliás, “a música tradicional cabo-verdiana tem pés para andar, afinal, é aquela que tem os pés mais firmes na terra”, advoga o intérprete de violão, privilegiando uma perspectiva de análise abrangente, aberta e sistémica, própria dos tempos hodiernos e em conformidade com as dinâmicas da sociedade cabo-verdiana.

No interior, a opinião de Eurídice Monteiro, Universidade pública; e de Silvino de Oliveira Lima, Santo Antão: foco na estratégia.

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Expresso das Ilhas,24 jan 2018 1:48

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  24 jan 2018 7:49

pub.
pub

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.