Em busca de vida extraterrestre nas luas de Júpiter

PorExpresso das Ilhas,28 jun 2021 7:32

Uma das imagens de Ganímedes feitas pela sonda Juno em 7 de Junho
Uma das imagens de Ganímedes feitas pela sonda Juno em 7 de Junho

Líderes da missão Juno destacam que as luas jupiterianas são o lugar mais provável para encontrar seres vivos fora da Terra.

Há poucos dias, a sonda Juno da NASA sobrevoou Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, que orbita Júpiter e tem seu próprio campo magnético alimentado por um núcleo de metal fundido oculto sob uma camada de gelo permanente de mais de 800 quilómetros de espessura. A sonda, escreve o El País, fez o sobrevoo mais próximo desse gigante gelado nos últimos 21 anos e registou algumas das imagens de maior resolução já feitas desse satélite, incluindo sua face oculta. Duas imagens em preto e branco retratam um mundo repleto de crateras e fendas profundas sob as quais se esconde um oceano de água líquida, provavelmente preso entre duas camadas grossas de gelo. Esse ambiente remoto e violento das luas de Júpiter é provavelmente o melhor lugar para encontrar vida extraterrestre no Sistema Solar.

“Se tomarmos as decisões certas, talvez possamos confirmar a existência de vida numa dessas luas em cerca de 20 anos”, afirma Lucas Paganini, cientista de programas da missão Juno, citado pelo jornal Público,

“Até recentemente,pensava-se que a única área habitável do Sistema Solar onde poderia haver água líquidaera em torno da órbita da Terra”, disse ao El País Scott Bolton, cientista-chefe da Juno. “O facto de termos evidências da existência de um oceano em Europa e a detecção de água abrem nossos olhos”, acrescentou. O único lugar que poderia rivalizar com Europa na busca por vida extraterrestre seria Encélado, uma das luas de Saturno, onde foram descobertas fumarolas espetaculares que saem do gelo expelindo vapor de água e partículas, e quem sabe se microrganismos também.

A hipotética vida nas luas jupiterianas seria unicelular, “como a que havia no nosso planeta bilhões de anos atrás”, assinala Paganini. “Talvez haja algo mais complexo, como extremófilos semelhantes aos ursos de água, que têm grande resistência à radiação”, concluiu o cientista.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1021 de 23 de Junho de 2021. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,28 jun 2021 7:32

Editado porAndre Amaral  em  15 out 2021 23:21

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