Andreia Correia, a mulher do “Cuscuz de Terra” na Amadora

PorSheilla Ribeiro,21 fev 2020 10:23

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Andreia Correia começou por fazer cuscuz para amigos e familiares, em casa. Com o aumento dos pedidos abriu, em Amadora, Grande Lisboa, o “Cuscuz de Terra”, onde para além do cuscuz, oferece ao público a possibilidade de comer uma cachupa, pastéis de milho, doce de calabaceira e outros pratos típicos de Cabo Verde.

Andreia Correia saiu de Cabo Verde aos 5 anos e foi para Portugal viver. Mesmo longe, narra que sempre gostou de comer cuscuz, razão pela qual aprendeu a fazer com os avós e a mãe.

“Apesar de ter vindo para Portugal com 5 anos de idade, nunca perdi a ligação com a minha terra”, afirma.

Após aprender a fazer cuscuz, Andreia Correia começou a produzir a iguaria a pedido de amigos, em casa, “sem imaginar que muitas pessoas desejavam comer cuscuz e não tinham como comê-lo”.

“Comecei a fazer cuscuz para amigos e colegas de trabalho, em casa, sem qualquer ambição do ponto de vista comercial, muito por gosto e pela satisfação que é ouvir as pessoas a elogiarem a qualidade daquilo que faço”, conta.

Com o tempo, as solicitações aumentaram, por isso começou a cobrar e o seu foco passou a ser a produção do mesmo. Por esse motivo, Andreia deixou o trabalho formal e passou a dedicar-se em full-time a fazer Cuscuz .

O aumento dos pedidos fez com que a jovem arranjasse alguém que a ajudasse na produção do cuscuz. Quando a casa se tornou pequena para tantos cuscuz, a jovem cabo-verdiana de 22 anos criou em Março de 2019,o “Cuscuz de terra”.

“Cuscuz de Terra é um espaço onde tentamos replicar, à proporção possível, a cozinha tradicional cabo-verdiana”, diz.

Além do cuscuz, o espaço oferece cachupa, donetes, torresmo, bolo de banana, pudim de queijo, filhoses, pastéis de milho, sumo e doce de calabaceira e outros pratos típicos. Por exemplo às quartas, é dia de feijão congo.

Segundo Andreia Correia, os clientes já pedem por um espaço maior, algo que pretende realizar num futuro próximo.

“É ambição da Cuscuz de Terra satisfazer os seus clientes, também, a esse nível”, menciona, completando que embora a maioria dos clientes sejam cabo-verdianos o espaço tem recebido pessoas de outras nacionalidades, mas concretamente, dos PALOP e portugueses.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,21 fev 2020 10:23

Editado porSara Almeida  em  25 fev 2020 17:30

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