Lula entrega-se à justiça

PorExpresso das Ilhas,7 abr 2018 15:16

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A morte de um combatente não pára a revolução
A morte de um combatente não pára a revolução

Anúncio feito este sábado, depois da missa de homenagem à antiga Primeira-Dama Marisa Letícia. Ex-presidente vai preso, mas pede aos brasileiros para todos serem Lula

“Não mais poderão dizer que o Lula está foragido, ou escondido. Vou porque não tenho medo e porque vou provar a minha inocência”, disse Lula da Silva em São Bernardo, estado de São Paulo, perante uma multidão que gritava “não se entregue”.

“Sairei desta mais forte, garanto”, disse ainda Lula da Silva, depois de um discurso de mais de uma hora onde reiterou que estava inocente e a ser atacado por um sistema judicial que funciona por pressão da comunicação social.

Confirma-se assim o que já tinha sido anunciado desde o início do dia, enquanto a missa decorria, os advogados do ex-presidente estavam reunidos com a Polícia Federal para negociar a prisão.

Na última quinta-feira, o juiz federal Sérgio Moro tinha determinado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista tinha até às 17h de sexta para comparecer espontaneamente, mas não aceitou a oferta. Mais tarde, foi dito que as partes tinham chegado a um acordo: Lula entregar-se-ia depois da missa em homenagem ao aniversário da ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em 2017.

As cerimónias começaram com um atraso de mais de uma hora, perto das 10h45, 12h45 em Cabo Verde. Pouco antes, Lula tinha saído do Sindicato dos Metalúrgicos, onde estava desde sexta, para o palco improvisado sobre um carro de som, onde esteve o tempo todo rodeado por líderes do PT e dos sindicatos, e ladeado pela ex-presidente Dilma Rousseff e por Manuela D’Avila, a candidata do Partido Comunista do Brasil nas próximas presidenciais.

Num final de discurso emotivo, já depois de ter assumido que ia cumprir o mandato, Lula sublinhou que “não adianta impedir que eu ande por este país, porque há milhões de lulas no Brasil. A morte de um combatente não pára a revolução. Eu não serei parado, porque já não sou um ser humano, sou uma ideia”.

Um discurso que acabou por fechar um arco narrativo iniciado pelo bispo emérito da região episcopal Brasilândia, Dom Angélico Sândalo Bernardino, que conduziu a missa, “nenhuma prisão prende os ideais de um cidadão”, disse.

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Autoria:Expresso das Ilhas,7 abr 2018 15:16

Editado porJorge Montezinho  em  23 set 2018 3:22

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