“É um assunto interno, respeitaremos o resultado das urnas, mas eu acredito piamente na vitória de Donald Trump”, disse o chefe de Estado brasileiro, ao ser questionado pelos jornalistas, após um encontro com Donald Trump, na Casa Branca, sobre a sua reacção caso um candidato do Partido Democrata, com posições socialistas, vença a disputa eleitoral norte-americana.
“Mais e mais pessoas estão abrindo os olhos para a realidade do socialismo. Todo mundo vai repetir o voto nele aqui”, acrescentou, na mesma conferência de imprensa, realizada em conjunto com Donald Trump, no âmbito da visita que está a realizar, desde domingo, aos Estados Unidos.
O chefe de Estado brasileiro também declarou que sempre foi um grande admirador dos Estados Unidos, frisando que este seu sentimento aumentou com a chegada de Trump à Casa Branca.
“Sempre fui um grande admirador dos Estados Unidos e esta admiração aumentou com a chegada a de vossa Excelência à Presidência. Este nosso encontro retoma uma antiga relação de parceria e ao mesmo tempo abre um capitulo inédito na relação do Brasil com os Estados Unidos”, exaltou Bolsonaro, referindo-se a Trump.
“Hoje destravamos assuntos que já estavam na pauta há décadas e abrimos novas frentes de cooperação. Esta é a hora de superar velhas resistências e explorar todo o vasto potencial que existe entre o Brasil e os Estados Unidos. Afinal, hoje, o Brasil tem um Presidente que não é anti-americano, um caso inédito nas últimas décadas”, acrescentou.
Bolsonaro mencionou o apoio que recebeu de Trump para a entrada do Brasil na Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE) e a reforço da cooperação militar na busca de tecnologia entre Brasil e Estados Unidos.
O chefe de Estado brasileiro também revelou ter proposto a reactivação de um fórum de empresários do Brasil e dos Estados Unidos e a criação de outro fórum sobre inovação.
Jair Bolsonaro mencionou ainda que trabalha em conjunto com o Presidência Trump para combater o terrorismo, que disse ser uma questão de urgência para os povos dos dois países.
O encontro com Trump foi considerado por assessores e membros do Governo brasileiro um primeiro passo para uma reconfiguração das relações entre Washington e Brasília.
O próprio Bolsonaro admitiu que escolheu os Estados Unidos como o primeiro destino para uma visita oficial desde que assumiu a Presidência do Brasil, em 01 de janeiro, para deixar claro o desejo do seu Governo de aproximar-se e alinhar-se as políticas de Trump.