Falência da Thomas Cook obriga governo inglês a operação de resgate

PorExpresso das Ilhas,23 set 2019 10:02

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Cerca de 600 mil turistas a nível mundial foram afectados pelo encerramento da Thomas Cook, um dos maiores operadores turísticos a nível mundial. Mais de 20 mil postos de trabalho estão em risco. Cabo Verde perde um dos seus maiores fornecedores de turistas.

"Apesar dos esforços consideráveis, as discussões entre as diferentes partes interessadas do grupo e de novas fontes de financiamento possíveis, não resultaram em acordo", apontou a operadora Thomas Cook num comunicado onde se lê igualmente que "desta forma, o Conselho de Administração concluiu que não tinha escolha, a não ser tomar medidas para entrar em liquidação com efeito imediato ", acrescentou.

Ao todo, há em todo o mundo cerca de 600 mil turistas afectados pelo encerramento da companhia aérea que é um dos principais actores no sector turístico cabo-verdiano.

Entretanto, face a esta situação, o governo inglês viu-se obrigado a intervir para assegurar o repatriamento dos cidadãos britânicos retidos no estrangeiro. Informações do governo britânico dão conta que esta é a maior operação de resgate de cidadãos britânicos alguma vez realizada em tempos de paz.

O site da Thomas Cook anuncia que “todos os programas de férias e todos os vôos fornecidos pelas empresas do grupo não estão a operar. Todos os escritórios e lojas das empresas foram encerrados”.

A empresa, no site onde anuncia o final das suas actividades, diz igualmente que o governo inglês em conjunto com a autoridade de aviação civil de Inglaterra “estão a trabalhar em conjunto para fazer todos os possíveis para transportar os turistas de regresso ao Reino Unido”. No entanto, diz a empresa, “só estão assegurados os voos de regresso para quem teve um aeroporto no Reino Unido como ponto de partida”.

“Se está actualmente no estrangeiro e o seu voo de regresso era com a Thomas Cook, estamos a providenciar voos de regresso ao Reino Unido. Estes voos de repatriamento serão operados nas próximas duas semana (até 6 de Outubro de 2019)”. Depois dessa data, acrescenta a Thomas Cook no comunicado, os turistas “terão de fazer os seus planos de viagem” e “num pequeno número de localizações, os passageiros terão que reservar seus próprios voos de volta”.

O encerramento da Thomas Cook pode significar um golpe no sector turístico nacional tendo em conta que o Reino Unido, só nos primeiros seis meses deste ano, foi responsável pela chegada a Cabo Verde de mais de 100 mil turistas, muitos deles transportados pela Thomas Cook.

O anuncio do fim de actividade da Thomas Cook surgiu como uma surpresa, tendo em conta que a empresa foi comprada pelos chineses da Fosun que com a aquisição da agência de viagens britânica, ganharam o controlo de um negócio com 11 milhões de clientes e que registou receitas de 7,4 mil milhões de libras (8,2 mil milhões de euros) no ano passado. Agora, com o encerramento, para além dos turistas afectados, ficam em causa mais de 20 mil postos de trabalho.

A empresa, com 178 anos de atividade, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos de que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

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Autoria:Expresso das Ilhas,23 set 2019 10:02

Editado porAndre Amaral  em  24 set 2019 8:01

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