Comité de Emergência da OMS antecipa que pandemia durará muito tempo

PorExpresso das Ilhas, Lusa,2 ago 2020 10:26

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) antecipou que a pandemia da COVID-19 irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo.

O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência na sexta-feira, avaliou a evolução da pandemia da COVID-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião.

O Comité de Emergência da OMS é composto por 18 cientistas de vários países.

"A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes", disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização.

O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que "muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora a enfrentar novos surtos, outros que tinham sido menos afectados estão a ver os casos e os mortos a aumentar, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los".

Entre as principais recomendações que o Comité de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países serviços médicos mais fragéis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a COVID-19.

O objectivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar.

Ou seja, defendeu o Comité, a distribuição de vacinas deve ser o mais equitativa possível.

Actualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos da América, Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização "na primeira metade de 2021".

Relactivamente às viagens, o Comité indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular.

Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contactos.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,2 ago 2020 10:26

Editado porDulcina Mendes  em  6 ago 2020 21:19

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