Vulcão nas Canárias mantém actividade intensa um mês após início da erupção

PorExpresso das Ilhas, Lusa,19 out 2021 6:56

Um mês depois do início da erupção de Cumbre Vieja na ilha de La Palma nas Canárias, o vulcão continua com uma actividade intensa, apesar de nas últimas horas ter entrado numa fase de "estabilidade e lentidão".

Apesar de segunda-feira ter sido um dia sem incidentes, as autoridades alertaram em comunicado que, dada a previsão da chegada ao mar de uma frente activa de lava, e da provável emissão de mais gases nocivos para a saúde se poderia ordenar o confinamento da população em áreas próximas.

Este rio de lava acabou por, nas últimas horas, desacelerar a sua velocidade para apenas dois metros por hora adiando por mais alguns dias o seu contacto com as águas do Oceano Atlântico.

Há sinais de alguma normalização na vida do dia a dia, com as autoridades responsáveis pela Educação nas Ilhas Canárias a permitir que as aulas nas escolas fossem retomadas na segunda-feira nos municípios mais afectados pelo vulcão (Tazacorte, Los Llanos de Aridane e El Paso).

A ilha de La Palma converteu-se neste mês num dos locais mais observados em todo o mundo, com os cientistas a aprofundar o seu conhecimento sobre a evolução do planeta.

Foi um mês sem descanso para a população da ilha, confrontada com uma catástrofe social e económica, sendo no entanto um alívio o facto de não ter havido até agora qualquer vítima mortal motivado pela actividade do vulcão e a solidariedade, assim como a erupção, ter sido uma constante.

Um mês após o início da erupção, ocorreu este fim de semana o terramoto de maior magnitude (4,6), a 37 quilómetros de profundidade, circunstância que, segundo o Plano de Emergência Vulcânica da Ilhas Canárias (Pevolca) é possível que se repita.

A área de terrenos destruída pelo vulcão de La Palma é de 811,8 hectares, segundo os últimos números divulgados na segunda-feira pelo sistema de satélites Copernicus da União Europeia.

Por outro lado, estima-se em 1.956 o números de edifícios destruídos e o número de quilómetros de estradas afectadas é de 64,3, dos quais 60,5 estão totalmente destruídas.

O presidente da comunidade autónoma espanhola das Ilhas Canárias, Ángel Víctor Torres, disse no domingo que não acredita que "o fim da erupção em La Palma está iminente", apesar do facto de "o maior desejo de todos" ser que "este vulcão termine rapidamente".

Segundo os cientistas, a possibilidade da erupção enfraquecer "não está perto", uma vez que ainda existem deformações na área do cone do vulcão, não sendo de excluir totalmente que possa haver novas saídas de lava.

"Estamos à mercê do vulcão, é o único que pode decidir quando ele termina", salientou o presidente das Canárias, que assegurou que "o maior desejo" do arquipélago, neste momento, é que a força do vulcão comece a enfraquecer.

A actividade sísmica associada à erupção vulcânica em La Palma continua activa com várias dezenas de tremores de terra a regista-se diariamente, alguns deles a serem sentidos pela população da ilha.

Mesmo assim, o comité científico, que aconselha as autoridades que acompanham a situação, atribui esta actividade sísmica à realimentação do vulcão em camadas profundas de terra e exclui, de momento, a possibilidade do aparecimento de novas bocas eruptivas nas áreas onde estes tremores estão a ocorrer a grandes profundidades.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,19 out 2021 6:56

Editado porAndre Amaral  em  27 jan 2022 23:20

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