Primeiro-ministro israelita aceita integrar Conselho de Paz de Trump

PorExpresso das Ilhas, Lusa,21 jan 2026 7:53

O primeiro-ministro israelita aceitou o convite do Presidente dos Estados Unidos para integrar o Conselho de Paz, uma organização para trabalhar na resolução de conflitos mundiais, anunciou hoje o gabinete do líder de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aceitou o convite do Presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar, como membro, o Conselho de Paz", lê-se num comunicado.

O Conselho de Paz foi inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra entre Israel e o movimento fundamentalista palestiniano Hamas.

Mas a minuta da carta apresentada por Trump concede à organização amplos poderes e revela uma iniciativa e um mandato muito mais abrangentes: contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo.

Netanyahu passará a fazer parte do órgão encarregado, segundo a descrição da Casa Branca, de "fornecer supervisão estratégica, mobilizar recursos internacionais e garantir a prestação de contas enquanto Gaza passa do conflito para a paz e o desenvolvimento".

Outros líderes, como os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmaram ter recebido um convite de Trump.

Na segunda-feira, o Kremlin confirmou que o Presidente russo, Vladimir Putin, "recebeu, por meio de canais diplomáticos, a proposta de adesão ao Conselho de Paz", de acordo com o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov.

Entretanto, fontes próximas do Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmaram que França recusou a adesão, considerando que a proposta atual vai mais além da situação em Gaza e levanta questões "sobre o respeito pelos princípios e a estrutura das Nações Unidas, que não podem ser questionados".

O Conselho de Paz vai ser presidido por Donald Trump, que nomeou um comité executivo composto por pessoas de confiança: o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio; o enviado especial para Gaza, Steve Witkoff; o próprio genro, Jared Kushner; o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair; o diretor-executivo da firma de investimento Apollo Global Management, Marc Rowan; o conselheiro de segurança Robert Gabriel e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

O magnata norte-americano também estabeleceu um comité executivo para Gaza em apoio ao Alto Representante para Gaza, o búlgaro Nikolay Mladenov, e ao comité de tecnocratas palestinianos que ficará responsável pelo enclave, o Comité Nacional para a Administração de Gaza.

Este comité, que inclui membros do Catar e da Turquia, provocou protestos do Governo de Netanyahu, que considera que inclui pessoas que toleram o movimento islamita Hamas.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,21 jan 2026 7:53

Editado porSara Almeida  em  21 jan 2026 11:07

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