Xi Jinping reafirma apoio à ONU na sombra do Conselho da Paz de Trump

PorExpresso das Ilhas, Lusa,27 jan 2026 8:15

O Presidente chinês, Xi Jinping, reafirmou hoje o apoio à ONU, declarando esperar que Pequim e Helsínquia possam trabalhar em conjunto por uma ordem mundial baseada naquele organismo, durante um encontro com o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo.

"A China está disposta a trabalhar com a Finlândia para apoiar firmemente o sistema internacional do qual as Nações Unidas são o pilar", afirmou Xi, uma declaração que surge quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta criar uma nova instituição internacional multilateral que ele próprio designou como "Conselho da Paz".

Xi Jinping recebeu hoje, no Grande Palácio do Povo, Petteri Orpo, que iniciou uma visita oficial de quatro dias à China.

O líder chinês também se prepara para reunir-se com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que iniciou na segunda-feira uma viagem à China e ao Japão, segundo Downing Street.

Embora a China tenha sido convidada pelos Estados Unidos a participar neste "Conselho da Paz", que visa trabalhar na resolução de conflitos no mundo e é amplamente visto como concorrente da ONU, Pequim evitou até agora dizer se aceita ou não o convite.

Xi Jinping também já tinha apelado ao Brasil na semana passada para que defenda, em conjunto com a China, "o papel central" das Nações Unidas no sistema internacional, durante uma entrevista com o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Orpo sublinhou o interesse de conversar com Xi Jinping sobre "questões internacionais" e assuntos relacionados com a "cooperação bilateral". Os dois países continuam divididos em questões sensíveis, como a invasão russa da Ucrânia e a luta de interesses das grandes potências na região ártica.

O ministro finlandês da Defesa, Antti Hakkanen, acusou em Novembro a China de estar a financiar "massivamente o esforço de guerra da Rússia" na Ucrânia. Por outro lado, um mês antes, Trump anunciou um projecto de construção com a Finlância de 11 navios quebra-gelo, durante uma visita do homólogo finlandês Alexander Stubb à Casa Branca, num sinal do reforço da presença norte-americana no Ártico, onde disputa a sua influência com a Rússia e a China.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,27 jan 2026 8:15

Editado porAndre Amaral  em  28 jan 2026 23:22

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