"Isto confirma o que sabíamos desde o início. Sabíamos que o nosso filho foi assassinado", disse a mãe do opositor aos jornalistas perto do seu túmulo, em Moscovo.
"Passaram-se dois anos e já sabemos com o que foi envenenado. Penso que levará algum tempo, mas terminaremos por descobrir quem o fez. É claro que esperamos que isto aconteça no nosso país e que a justiça prevaleça", acrescentou.
"Já disse que aqueles que deram esta ordem são conhecidos mundialmente. Estou apenas a repetir. Queremos que todos os envolvidos sejam identificados", insistiu.
Hoje, a Presidência russa (Kremlin) afirmou que são infundadas as acusações dos cinco países europeus sobre a morte de Alexei Navalny.
"Naturalmente, não aceitamos tais acusações. Discordamos delas. Consideramo-las tendenciosas e infundadas", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária.
Hoje, dezenas de pessoas reuniram-se em Moscovo junto ao túmulo do carismático ativista anticorrupção e acérrimo opositor do presidente russo, Vladimir Putin.
Alexei Navalny morreu na prisão em 16 de Fevereiro de 2024, aos 47 anos, em circunstâncias obscuras.
O Reino Unido, a Suécia, a França, a Alemanha e os Países Baixos acusaram Moscovo de o envenenar com uma toxina rara, de acordo com as conclusões de uma investigação publicada no sábado.
Foto: depositphotos
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