Bruxelas repatria diretamente 356 cidadãos num total de 4.100 em toda a UE

PorExpresso das Ilhas, Lusa,9 mar 2026 13:53

A UE disse hoje que, desde o início da guerra contra o Irão, fretou dois aviões que repatriaram 356 cidadãos do bloco e apoiou Estados-membros na organização de 42 voos que transportaram mais 4.100 europeus.

"Dois voos de repatriamento diretamente fretados pela Comissão Europeia aterraram com segurança na Roménia. Os dois voos trouxeram de volta, de Omã para a Roménia, 356 cidadãos europeus que estavam retidos no Médio Oriente", referiu o executivo comunitário em comunicado.

A Comissão Europeia considerou que estes dois voos representam um momento histórico, por ser a primeira vez que o executivo mobilizou capacidades logísticas e de transporte próprias para repatriar cidadãos europeus, a pedido das autoridades romenas.

"Esta operação representa um marco importante na expansão das ferramentas de resposta ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil", assinalou o executivo.

Além destes dois voos fretados diretamente, a Comissão Europeia referiu que também apoiou Estados-membros na organização de mais 42 de voos de repatriamento do Médio Oriente.

"Mais de 4,100 cidadãos europeus regressassem com segurança à Bélgica, Bulgária, República Checa, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria, Portugal, Roménia, Eslováquia e Suécia", acrescentou.

A Comissão Europeia salientou que "mais voos estão planeados para os próximos dias", tendo em conta que 23 Estados-membros, incluindo Portugal, pediram assistência à UE para repatriar cidadãos que se encontram no Médio Oriente.

No comunicado, a Comissão Europeia indicou que "quando um Estado-membro não consegue mobilizar capacidades de transportes após um pedido de assistência" para repatriar cidadãos, a UE pode fretar aviões ao abrigo do mecanismo rescEU, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

"Isso proporciona um nível adicional de apoio da UE quando as capacidades nacionais não estão disponíveis", de acordo com a mesma nota.

Nos casos em que os Estados-membros conseguem organizar transportes, mas solicitam apoio à UE, o Centro de Coordenação da Resposta a Emergências da Comissão Europeia coordena logisticamente os voos oferecidos pelos Estados-membros, cabendo ao executivo comunitário realizar contactos com as delegações da UE e as autoridades consulares.

Além dos esforços de coordenação, Bruxelas pode pagar parte dos custos financeiros dos voos de repatriamento, sendo que até 75% das despesas elegíveis dos voos podem ser reembolsados pela UE se pelo menos 30% dos lugares disponíveis forem oferecidos a cidadãos de outros países da UE.

Se nenhum país puder ajudar um outro que peça apoio para retirar os cidadãos, a instituição cobre tais despesas em 100%.

Portugal ativou na quinta-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente.

Fontes europeias disseram à Lusa que Portugal pediu à Comissão Europeia para organizar voos de repatriamento, disponibilizando-se a oferecer lugares a outros Estados-membros.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Foto: depositphotos

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,9 mar 2026 13:53

Editado porAndre Amaral  em  9 mar 2026 17:19

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