"Declaramos que as afirmações formuladas pela extremista de direita numa conferência empresarial nos Estados Unidos, propondo a privatização total da indústria petrolífera venezuelana, constituem uma afronta à nossa Constituição", afirmou na quarta-feira o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), num comunicado publicado na plataforma de mensagens Telegram.
Neste sentido, classificou a mesma pessoa como "porta-voz da elite nacional vendida" e acusou-a de "oferecer em leilão" a riqueza petrolífera venezuelana, o que qualificou como um "atentado à Constituição e às leis".
"Pretende agora, com artimanhas, usurpar funções do Estado para prometer a executivos de petrolíferas transnacionais uma redução drástica da empresa estatal Petróleos de Venezuela 'antes de ser completamente encerrada', segundo as próprias palavras", criticou o partido.
O Ministério dos Hidrocarbonetos publicou anteriormente um comunicado no qual também rejeitou a intenção de uma "porta-voz do extremismo", sem a identificar.
Embora nenhuma nota mencione nomes, os comunicados foram divulgados um dia depois de Machado ter apresentado um plano energético para a Venezuela perante dezenas de empresários petrolíferos norte-americanos na conferência CERAWeek, em Houston, no estado norte-americano do Texas.
A também Prémio Nobel da Paz destacou a intenção de minimizar o papel do Estado nos investimentos petrolíferos e indicou que sabe que, atualmente, investir na Venezuela continua a ser "muito arriscado", mas que procurará gerar confiança ao promover as condições "limitando a intervenção do Estado".
O líder da oposição Edmundo González Urrutia apoiou o plano energético de Machado e propôs, na quarta-feira, multiplicar a produção de petróleo no país e atrair investimento após anos de "corrupção".
Por seu lado, Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após o rapto de Nicolás Maduro em janeiro, ofereceu na quarta-feira garantias para o "retorno dos investimentos" dos Estados Unidos, "independentemente das alternâncias políticas", num discurso virtual dirigido a empresários em Miami, onde antecipou um panorama "sem sanções" por parte de Washington.
Foto: depositphotos
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