"Tudo o que sei é que homens armados desconhecidos atacaram Jebel Iraq numa mina de ouro. Há mais de 70 mortos e muitos mais feridos", disse o porta-voz da polícia, Kwacijwok Dominic Amondoc, citado pela .
A mina de ouro em Jebel Iraq, no estado de Equatória Central, já foi palco de confrontos violentos entre mineiros ilegais e empresas mineiras.
O principal grupo da oposição, o Movimento/Exército Popular de Libertação do Sudão na Oposição (SPLM/SPLA-IO), condenou hoje o ataque e culpou as forças governamentais, forças armadas do Sudão do Sul (SSPDF).
"Jebel Iraq situa-se numa zona que está inteiramente sob o controlo exclusivo das SSPDF. Consequentemente, a responsabilidade total pelo massacre recai sobre as forças das SSPDF que controlam a área", afirmou um comunicado da oposição.
O porta-voz do exército, citado pela agência norte-americana The Associated Press (AP), disse que não podia comentar o incidente.
Um grupo local de direitos civis, o Instituto do Nilo para o Estudo dos Direitos Humanos e da Justiça Transitória, condenou o ataque e apelou a uma "governação e supervisão eficazes em áreas ricas em recursos".
"Este ato hediondo representa uma grave violação do direito fundamental à vida e põe em evidência a vulnerabilidade contínua dos civis em zonas afetadas por uma presença de segurança fraca e pela exploração não regulamentada dos recursos", escreveu o grupo num comunicado.
O ativista dos direitos humanos Edmund Yakani instou as autoridades a abordarem a tendência emergente de comunidades que competem pelos recursos naturais.
"O meu apelo é para que o Governo intervenha e ponha fim a esta cultura de mineração ilegal de ouro em todo o país", afirmou.
Foto: depositphotos
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