"Libertámos a Hungria. O lugar da nossa pátria sempre será na UE"

PorExpresso das Ilhas, Lusa,13 abr 2026 8:00

O candidato da oposição húngara Peter Magyar, que venceu as eleições legislativas de hoje, disse que o seu partido libertou a Hungria, após colocar fim a 16 anos de poder do nacionalista Viktor Orbán.

"Libertámos a Hungria", proclamou Magyar, líder do partido de oposição conservador Tisza, após a vitória nas eleições parlamentares contra o primeiro-ministro Viktor Orbán, que estava no poder há 16 anos.

"Conseguimos: o Tisza e a Hungria ganharam estas eleições. Não por pouco, mas por uma margem enorme, uma vitória verdadeiramente esmagadora", declarou o candidato conservador, sob os aplausos de dezenas de milhares de apoiantes, em Budapeste.

"Juntos, deitámos abaixo o regime de Orbán. Libertámos a Hungria, reconquistámos a nossa pátria", acrescentou.

Magyar, que venceu as eleições parlamentares com maioria absoluta, prometeu que o país da Europa Central será, sob o seu governo, "um forte aliado da União Europeia [UE] e da NATO".

"O lugar da nossa pátria era, é e sempre será na UE", disse o líder do Tisza, citado pela agência Efe, aos apoiantes reunidos nas margens do rio Danúbio, em frente ao parlamento húngaro.

"Vamos resolver todas as nossas disputas com os países vizinhos", acrescentou Magyar, sem mencionar explicitamente a Ucrânia, com a qual Orbán se vinha desentendendo nos últimos meses devido à interrupção do fornecimento de petróleo russo à Hungria.

Por este motivo, o primeiro-ministro ultranacionalista cessante vetou um empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE à Ucrânia, que está ocupada pela Rússia desde 2022, durante a campanha eleitoral.

Além disso, Magyar disse ter conversado esta noite com vários líderes da UE, incluindo o chanceler alemão, Friedrich Merz, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

O futuro governante húngaro anunciou ainda que as suas primeiras viagens ao estrangeiro como novo chefe de governo o vão levar a Varsóvia (Polónia), Viena (Áustria) e Bruxelas (Bélgica).

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,13 abr 2026 8:00

Editado porAndre Amaral  em  13 abr 2026 10:19

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