"A diferença de capacidades é imensa", afirmou durante a sua intervenção no IV Foro La Toja em Portugal, que decorre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, sublinhando que os países europeus "têm de continuar a apostar no vínculo atlântico".
Segundo o representante da NATO, ter agora uma alternativa de defesa da Europa seria uma decisão precipitada.
"O que é preciso é empurrar os membros europeus e o Canadá para aprofundar" a capacidade de se defenderem, mas também "é preciso lembrar que o elemento essencial dessa defesa é a dissuasão nuclear e isso está nas mãos dos EUA", referiu.
Embora haja outros membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) com armas nucleares, os Estados Unidos são os que têm maior poder militar e, sobretudo, a capacidade de retaliação imediata e devastadora que impede outros países de atacarem quer os EUA quer os seus aliados.
Apesar das dúvidas criadas entre os aliados europeus da Aliança Atlântica devido a ameaças de retirada dos Estados Unidos e até de admoestações do Presidente norte-americano aos seus parceiros, nomeadamente a Espanha, Javier Colomina considera que Donald Trump nunca mostrou falta de compromisso para com o artigo 5º da NATO - base da aliança -, que determina a obrigação de todos os membros responderem se um for atacado.
"Há muito ruído à volta das declarações de Donald Trump, mas acredito que temos de continuar a pertencer um grupo de países liderados pelos EUA, por mais complexo e caro que seja, porque a alternativa seria muito mais complexa e cara", avançou.
Para o responsável da organização político-militar, a Europa "tem de trabalhar numa liderança diferente e numa voz única, mas não tem de ser uma alternativa".
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