"Estamos totalmente mobilizados para apoiar o povo da Venezuela (...). Os próximos dias vão exigir um grande esforço coletivo para apoiar a resposta liderada pelo governo e ajudar as comunidades afetadas", disse o coordenador do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Tom Fletcher, em comunicado.
A organização já está a coordenar o rápido envio de equipas de busca e salvamento em ambiente urbano "de toda a comunidade internacional", referiu.
Além disso, o gabinete enviou uma equipa de resposta rápida para reforçar a equipa no terreno, adiantou Fletcher, acrescentando que falou com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para avaliar as necessidades.
O responsável pediu também apoio internacional contínuo para as organizações humanitárias que atuam no terreno e indicou estar em contacto constante com a sua equipa em Caracas, chefiada por Gianluca Rampolla, para garantir uma resposta eficaz.
Fletcher recordou que, mesmo antes dos sismos, quase oito milhões de pessoas na Venezuela necessitavam de assistência humanitária, pelo que a catástrofe "ameaça agravar as vulnerabilidades existentes".
Dois grandes sismos, de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, foram registados na quarta-feira à noite na Venezuela, tendo causado pelo menos 164 mortos, 971 feridos e muitos feridos, entre os quais pelo menos cinco portugueses.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
Foto:depositphotos
homepage








