"O estreito de Ormuz está sob o comando do Irão, não do Comando Central dos Estados Unidos", afirmou Kazem Gharibabadi nas redes sociais, defendendo que "a segurança da região será garantida" com "o fim das intervenções e a retirada dos Estados Unidos da zona, o respeito pela soberania dos países e a aceitação das novas realidades geopolíticas".
A publicação de Gharibabadi surgiu depois de Washington anunciar que responsáveis militares de 12 países, entre os quais Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Líbano e Síria, se tinham reunido no Bahrein para discutir a segurança no Médio Oriente e reafirmar o "compromisso com a livre circulação" através do estreito, por onde, em tempos de paz, circulavam cerca de 20% das energias fósseis mundiais.
O encontro ocorreu em plena ronda de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos no Qatar para abordar a execução do Memorando de Entendimento assinado por ambos os países, conversações que terminaram na quarta-feira, depois do fogo cruzado registado entre as partes durante o fim de semana.
O Memorando de Entendimento, negociado com a mediação do Paquistão, foi assinado eletronicamente em junho pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.
Washington e Teerão concordaram prosseguir as conversações, com uma próxima reunião a ser marcada "o mais cedo possível", depois de terminadas as cerimónias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto na ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o país persa a 28 de fevereiro.
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