De acordo com uma mensagem publicada pelo Governo iraniano na rede social, o ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou na quarta-feira o que descreveu como crimes cometidos contra o Irão durante a "guerra de 40 dias".
Num encontro com o enviado sul-coreano Chang Byung-ha, em Teerão, Abbas Araghchi instou a comunidade internacional a adotar uma posição clara e firme para condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel.
"O Irão, enquanto Estado costeiro, tomou medidas de acordo com o direito internacional para defender a sua segurança e os seus interesses; a responsabilidade pelas consequências recai sobre os agressores", declarou Araghchi, referindo-se às tensões em torno do estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na quarta-feira a apreensão de duas embarcações no estreito de Ormuz por alegadamente operarem sem as licenças necessárias e "colocarem em risco a segurança marítima", algo que definiu como uma linha vermelha para o Irão.
Chang Byung-ha, por sua vez, enfatizou a necessidade de garantir a liberdade de navegação por esta via estratégica e solicitou uma cooperação especial do lado iraniano para proteger a segurança de todas as embarcações, incluindo as que navegam sob a bandeira sul-coreana, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Seul.
Apesar do cessar-fogo, o Irão mantém um bloqueio virtual do estreito, que é fundamental para o comércio global de petróleo, e os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos navios e portos iranianos, situação que Teerão se recusa a abordar.
Entretanto, as negociações entre os dois países continuam paralisadas após dias de incerteza sobre se as delegações norte-americana e iraniana se voltariam a reunir em Islamabade, após um primeiro contacto direto, em 11 e 12 de abril.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo na terça-feira e, no dia seguinte, afirmou que havia a possibilidade de retomar as negociações na sexta-feira.
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