"Uma vez que o Irão violou as regras, o Presidente [norte-americano, Donald] Trump decidiu impor-lhes um bloqueio naval. É claro que apoiamos esta posição firme e estamos em constante coordenação com os Estados Unidos", afirmou o líder israelita em declarações divulgadas pelo seu gabinete.
Netanyahu assegurou durante a reunião que falou no domingo por telefone com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, quando este regressava de Islamabad para os Estados Unidos após as negociações do acordo de paz terem terminado sem um acordo.
"A rutura [das negociações] veio do lado norte-americano, que não podia tolerar a violação flagrante do acordo (...) Este acordo previa que cessassem os combates e que os iranianos abrissem as portas [do estreito de Ormuz] imediatamente", acrescentou o primeiro-ministro israelita.
"Ele [Vance] também me deixou claro que o principal assunto na agenda do Presidente Trump e dos Estados Unidos é a retirada de todo o material enriquecido e garantir que não haja enriquecimento [de urânio no Irão] nos próximos anos, e isto poderá prolongar-se por décadas", continuou, defendendo que Israel tem o mesmo objetivo.
Os Estados Unidos anunciaram no domingo que vão bloquear todo o tráfego marítimo de entrada e saída nos portos iranianos esta segunda-feira, às 13:00 de Cabo Verde.
Donald Trump justificou o bloqueio do estreito de Ormuz, que liga os golfos da Arábia e de Omã, com o que disse ser a recusa do Irão de renunciar às ambições nucleares.
O Irão considerou o bloqueio um ato de pirataria.
"As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de pirataria", declarou o segundo o porta-voz do Comando Central, tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais.
O Irão tem mantido fechada esta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação à ofensiva norte-americana e israelita iniciada a 28 de Fevereiro contra a República Islâmica.
A sua abertura imediata era uma das condições que levou as partes a sentarem-se à mesa em Islamabad, mas o Paquistão também anunciou que a trégua para as negociações incluía um cessar-fogo israelita no Líbano, pelo que a República Islâmica respondeu mantendo o bloqueio da passagem marítima.
As Forças Armadas iranianas alertaram que "a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no mar de Omã é para todos ou para ninguém", horas antes de entrar em vigor o bloqueio norte-americano do estreito de Ormuz.
Foto: depositphotos
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