O Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou sanções contra sete pessoas e dois institutos científicos que afirma terem estado envolvidos na criação da toxina epibatidina, utilizada para envenenar Navalny numa colónia penal do Ártico em 2024, e do agente neurotóxico Novichok, usado num ataque ao antigo espião russo Serguei Skripal em 2018 na cidade inglesa de Salisbury.
O ataque deixou Skripal e a sua filha gravemente doentes e causou a morte de uma mulher residente local, Dawn Sturgess.
O Reino Unido sancionou o instituto estatal russo de investigação científica SC Signal e o GNIII VM, o Instituto Estatal de Investigação Científica e Ensaios de Medicina Militar, e vários altos funcionários e cientistas.
A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, afirmou que "o uso repetido de armas químicas pela Rússia constitui uma violação repugnante do Direito Internacional e uma ameaça direta à segurança global".
O Governo britânico afirmou num comunicado que as medidas visam os responsáveis russos por um programa de armas químicas "ilegal" e "não declarado", por considerar que participaram no desenvolvimento e na produção de substâncias tóxicas cuja utilização é proibida pela Convenção sobre Armas Químicas.
Entre os sancionados encontram-se Artur Zhirov, Andrei Antokhin, Serguei Chepur, Vladimir Kondratyev, Aleksandr Makhlay, Ivan Kravstov e Viktor Taranchenko.
O comunicado recorda ainda que o Reino Unido já tinha sancionado, em outubro de 2020, o Instituto Estatal de Investigação de Química Orgânica e Tecnologia (GosNIIOKhT), onde Kondratyev trabalha.
Segundo o Governo britânico, Kondratyev foi coautor de um estudo sobre as propriedades tóxicas da epibatidina, enquanto Antokhin e Taranchenko participaram em investigações sobre o agente neurotóxico Novichok.
Estas sanções foram anunciadas dias após a União Europeia (UE) penalizar seis cidadãos russos também envolvidos na produção de armas químicas, incluindo de epibatidina.
Entre eles estavam o diretor do laboratório do Centro Científico Signal, Igor Babkin, a investigadora no Instituto Estatal de Investigação de Química e Tecnologia da Rússia, Irina Derevyagina, e o chefe do departamento responsável pela organização do trabalho científico na Academia Militar de Defesa Radiológica, Química e Biológica, Mikhail Gutsalyuk.
Foto: depositphotos
homepage







