São Tomé e Príncipe/Eleições: PR pede eleições pacíficas e rejeita a política do medo

PorExpresso das Ilhas, Lusa,12 jul 2026 14:12

​O Presidente de São Tomé e Príncipe apelou hoje à paz e tolerância nacional, contra o medo, a intimidação e o ódio, no discurso do Dia da Independência, quando falta uma semana para as presidenciais.

“São Tomé e Príncipe é pequeno demais para o ódio. É pequeno demais para a divisão. (…) Somos todos chamados a fazer diariamente o exercício da tolerância”, sublinhou Carlos Vila Nova nas cerimónias em que se assinalou o 51.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe e que este ano acontece em plena campanha eleitoral.

“Cada cidadão tem o direito de apoiar o candidato da sua preferência. Esse é um direito sagrado, conquistado com muito esforço e que deve ser exercido livremente, sem medo, sem intimidação e sem qualquer forma de pressão”, defendeu o recandidato presidencial, que desta vez não conta com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), mas de uma espécie de ‘consórcio’ da oposição.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra, bem como de uma ala dissidente da ADI são os apoiantes de Carlos Vila Nova.

Enquanto Presidente, “guardião da Constituição, símbolo da unidade nacional”, Vila Nova fez questão de fazer “um apelo solene a todos os são-tomenses”: “Que esta quadra seja marcada pela paz, pela tranquilidade nas nossas casas, nas nossas ruas, nas redes sociais, pelo civismo”.

Numas cerimónias marcadas pela ausência da oposição, o chefe de Estado sustentou que “respeitar quem pensa diferente não é fraqueza, é democracia”, que o adversário político não é inimigo, é irmão, é vizinho” e que “nenhuma eleição pode dividir famílias, destruir amizades ou semear o ódio entre vizinhos”.

Vila Nova foi o único a assinar o "pacto de não-agressão" proposto pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN) para as eleições presidenciais, um compromisso que visa garantir um clima de paz e evitar violência durante a campanha

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,12 jul 2026 14:12

Editado pormaria Fortes  em  12 jul 2026 16:19

pub
pub.

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.