Apena de morte foi abolida após a introdução de alterações, de modo que os crimes cometidos antes da entrada em vigor desta lei são punidos com prisão perpétua e, posteriormente, com prisão perpétua agravada, informou a Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN).
A prisão perpétua agravada é uma pena de privação de liberdade vitalícia e de grau máximo que existe em ordenamentos jurídicos estrangeiros, como na Turquia, caracterizada por condições de reclusão muito mais severas e por restrições severas ao acesso à liberdade condicional.
Os tribunais libaneses já não poderão proferir sentenças de morte. O Líbano mantém uma moratória de facto sobre a pena capital e não realizou qualquer execução desde 2004.
A retirada do bloco parlamentar das Forças Libanesas durante a sessão de 16 de Julho impediu a aprovação desta lei que aboliria a pena de morte.
Mas, depois de ter sido reinstaurado como ponto prioritário na agenda de hoje, o texto foi finalmente aprovado pelos membros do Parlamento após a incorporação das alterações.
O ministro da Justiça libanês, Adel Nassar, garantiu aos meios de comunicação locais que, com esta abolição, o Líbano "recupera o seu papel pioneiro na região como defensor dos direitos humanos".
"Ao abolir a pena de morte, o Líbano optou por combater o homicídio em vez de recorrer à pena capital", acrescentou.
Nassar reiterou também que a abolição da pena capital não deve ser interpretada como uma forma de clemência para com os crimes e os criminosos.
"A privação de liberdade não é clemência", frisou.
Foto: depositphotos
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