"Convencido da vitória da Federação da Rússia na presente guerra sagrada para defender os interesses de segurança do país e a justiça internacional, prometo o meu apoio inabalável a ti, meu caro amigo, e ao povo russo irmão", escreveu Kim Jong Un na missiva, segundo a agência estatal KCNA.
"A minha vontade e a do Governo da República Popular Democrática da Coreia são firmes e sem sombra de dúvida desejamos alargar e aprofundar de forma abrangente o trabalho conjunto com a Federação da Rússia", acrescentou.
Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte‑coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk entre 2024 e 2025.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em agosto que a Coreia do Norte planeava voltar a enviar entre 30.000 e 50.000 soldados para território russo, sem especificar a origem dos números, e que forneceu mísseis balísticos ao exército russo.
A inteligência militar sul‑coreana disse posteriormente ter detetado preparativos para um novo envio, embora não considere que seja iminente, enquanto a influente irmã do líder norte‑coreano, Kim Yo‑jong, classificou como falsas as alegações de Kiev.
Seul estima que Pyongyang tenha enviado desde outubro de 2024 cerca de 15.000 soldados de combate e mais de 6.000 engenheiros e efetivos de construção para a Rússia.
Por seu lado, Kiev calculou no mês passado que cerca de 8.500 militares norte‑coreanos permaneciam destacados em território russo, sobretudo na região de Kursk.
Segundo as autoridades sul‑coreanas, a Coreia do Norte tem fornecido armas e equipamento militar à Rússia em troca de apoio económico e transferência de tecnologia de defesa.
O banco central sul‑coreano estimou em julho que a economia norte‑coreana cresceu mais de 3% em 2025, apontando como "motor importante" a cooperação com Moscovo, que fornece ao país divisas estrangeiras, tecnologias militares e significativas ajudas financeiras, energéticas e alimentares.
No início de setembro do ano passado os dois países inauguraram também a sua primeira ligação rodoviária, através de uma ponte sobre o rio Tumen, que marca a curta fronteira comum.
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