Missão de observação da UE destaca votação "pacífica" em São Tomé

PorExpresso das Ilhas, Lusa,27 set 2026 13:39

O chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) destacou o facto de as eleições de hoje em São Tomé e Príncipe estarem a decorrer de forma pacífica e sem registo de incidentes.

"As eleições têm decorrido de uma forma ordeira, tranquila, pacífica e calma. Não houve cortes registados ou assembleias que não abriram, como aconteceu nas presidenciais, e nós registamos isso com muito agrado", sublinhou o eurodeputado português Sérgio Humberto.

"Até agora, observámos cerca de 50 (…) assembleias de voto. Assistimos a 15 aberturas e não há incidentes de maior a registar. O único que podemos ressalvar da observação que fizemos é um ligeiro atraso na abertura de algumas assembleias de voto", acrescentou, ao lado da chefe da delegação da missão de observação do Parlamento Europeu, Ana Catarina Mendes.

Sérgio Humberto salientou que os observadores têm registado "uma melhoria do profissionalismo, (…) da metodologia nas assembleias de voto, comparativamente às presidenciais" de julho", dando como exemplo uma maior "privacidade no local" onde as pessoas votam.

A afluência às assembleias de voto tem sido idêntica ao verificado nas anteriores eleições, admitiu, quando São Tomé e Príncipe registou uma abstenção recorde (58,81).

Mas o chefe da missão notou que é ainda prematuro avançar com números sobre a afluência às urnas e preferiu fazer um apelo à participação dos são-tomenses: "É um dever que nós devemos exercer para fortalecer a democracia. Estão a eleger as câmaras distritais, estão a eleger o futuro governo do país, estão a eleger os deputados da Assembleia Nacional e é muito importante a participação de todas as mulheres, de todos os homens, de todos os jovens".

O eurodeputado enfatizou ainda que "quando há mais participação, a democracia sai mais fortalecida".

A missão de observação eleitoral da UE é novamente chefiada pelo eurodeputado português Sérgio Humberto, enquanto a delegação do PE - uma novidade em relação ao anterior ato eleitoral - é liderada por Ana Catarina Mendes e integra a também eurodeputada Catarina Martins.

O antigo primeiro-ministro da Guiné Equatorial Vicente Ehate Tomi chefia a missão de observação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Além de observadores da CPLP, estão presentes os da União Africana, dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Às eleições legislativas, autárquicas e regional de 27 de hoje em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.

Foto: depositphotos

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,27 set 2026 13:39

Editado porSheilla Ribeiro  em  27 set 2026 15:26

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