​População do Maio diz "basta" e sai à rua em protesto

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,12 jun 2018 16:36

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A população da ilha do Maio sai este sábado à rua, em protesto para exigir a resolução do problema de acessibilidade, uma das promessas de campanha do Governo do MpD. A população exige, nomeadamente, a construção de uma rampa roll on/roll off e regularidade nos transportes de e para a ilha.

Em entrevista, esta terça-feira, à Rádio Morabeza, José Anes, porta-voz do grupo União Maiense, organizador da marcha, considera que a população do Maio é discriminada.

“Somos muito, muito discriminados. Existem muitas promessas feitas pelo Governo durante a campanha para as legislativas. Dizem sempre ‘vamos pegar, estamos a trabalhar, à espera do estudo de viabilidade’, nomeadamente para a rampa, já que não se fala mais do novo cais. Parece que tudo o que tinha sido dito está-se a ficar apenas no papel. Nada de acção”, diz.

Em Setembro de 2016, o ministro da presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, garantiu que a prioridade do executivo para o Maio passaria pela intervenção no actual porto, através construção de uma rampa roll-on-roll off, cujo projecto já teria sido apresentado à Enapor. Quase dois anos depois, os trabalhos ainda não começaram.

José Anes diz que os maienses estão fartos de promessas.

“É neste sentido que estamos a organizar um grupo para mandar um recado directamente ao Governo central, que já basta de muita espera. Nem cais, nem rampa, nem transporte regular para que os turistas possam investir aqui na ilha”, lamenta.

O responsável alerta que os problemas de acessibilidade afectam a ilha em todos os sectores de desenvolvimento e diz mesmo que o Maio está a "decrescer".

“Quem vai investir numa ilha que sabe que tem problemas gravíssimos em relação a acessibilidade? Ninguém. E isso tudo congestiona. Do Maio para Santiago, de avião, leva apenas sete minutos e de barco está apenas a 3 horas, no máximo. A ilha está tão perto da capital, mas parece daqui para a China. O Maio está a decrescer”, entende.

Entre outras preocupações, José Anes destaca o impacto devastador do mau ano agrícola e o abandono da ilha por parte dos jovens devido à falta de oportunidades profissionais.

Para chamar a atenção do Governo sobre essas questões, o grupo União Maiense realiza, no próximo dia 16, uma marcha sob o lema “Maio acima de tudo”, garantindo que a mesma não tem nada a ver com partidos políticos.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,12 jun 2018 16:36

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  13 jun 2018 13:00

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