​Autoridades apertam fiscalização às bebidas alcoólicas para diminuir o seu consumo

PorExpresso das Ilhas, Lusa,7 ago 2018 13:11

Cerca de 200 agentes de fiscalização vão receber formação sobre prevenção do uso do álcool e ainda este mês vão avançar com acções junto do comércio para garantir a segurança das bebidas e reduzir o seu consumo.

“Vamos exigir comprovativos de segurança, como análises laboratoriais. Na rotulagem vamos controlar dados como a indicação da produção, lote, grau alcoólico e volume correctos. Estas informações encarecem o produto e retiram-no do alcance de qualquer um, diminuindo a quantidade consumida e os problemas”, disse à agência Lusa o inspector-geral das Actividades Económicas (IGAE), Elisângelo Monteiro.

Este organismo é um dos envolvidos no ciclo de capacitação dos agentes de fiscalização e controlo sobre o papel da fiscalização preventiva e as consequências individuais e socioeconómicas do uso excessivo do álcool, que hoje arrancou na ilha da Boa Vista.

Nesta primeira sessão estão presentes 15 agentes envolvidos nas várias fases da fiscalização do consumo do álcool, uma realidade que preocupa as autoridades cabo-verdianas.

Trata-se de uma iniciativa da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas de Cabo Verde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que se realiza hoje e quarta-feira, mas que terá continuidade e, segundo Elisângelo Monteiro, vai abranger 200 agentes dos 22 municípios que serão envolvidos.

O inspector-geral das Actividades Económicas revelou que o alvo prioritário da acção destes agentes, que vai avançar ainda este mês, serão as bebidas de acesso mais fácil, como aguardente, derivados, ponche e licores.

Este tipo de bebida é “amplamente utilizado, sobretudo nos festivais, pois devido ao seu preço os jovens têm um acesso mais fácil", disse, acrescentando: "Por causa da sua carga alcoólica estas são também as bebidas que mais desgraças provocam. Seguidamente vamos para o vinho”, afirmou.

Segundo Elisângelo Monteiro, a formação que agora arrancou proporcionará consistência técnica às actuações dos agentes de fiscalização, que precisam de informações para transmitir ao agente económico.

“Estamos a explicar os limites do consumo, as informações que devem conter a bebida. Este é um processo que irá dificultar o consumo e a sua produção”, referiu.

A fiscalização é a nível do comércio, na sua generalidade, com o controlo a incidir na produção nacional, mas também nas bebidas alcoólicas importadas.

Um diagnóstico traçado no âmbito da preparação do Plano de Acção da Saúde do Adolescente 2015-2020, e apresentado em Setembro do ano passado, apontou que o consumo de álcool e drogas estão entre os principais problemas de saúde dos adolescentes.

A formação que arranca hoje em Sal Rei, na ilha de Boa Vista, dá precisamente destaque para o consumo do álcool por menores de idade, pessoas que se apresentem notoriamente embriagadas ou que aparentem possuir alguma anomalia psíquica.

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,7 ago 2018 13:11

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  26 set 2018 3:22

pub.
pub

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.