Estudo recomenda aos professores de Língua Portuguesa a apostarem mais na avaliação formativa

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,8 nov 2018 16:54

​Um estudo sobre “Práticas de Avaliação do Ensino da Língua Portuguesa numa Escola Secundária de Cabo Verde: Contributos para uma Avaliação formativa” recomenda que os professores de Língua Portuguesa apostem mais na avaliação formativa do que sumativa.

Apresentado hoje, durante as IV jornadas de Língua Portuguesa – Investigação e Ensino, na Cidade da Praia, organizadas pela Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, esse estudo, feito em 2011, abrangeu 13 professores de uma escola secundária da capital do país.

Sem identificar em que escola foram recolhidos os dados, a investigadora Rosa Maria Morais disse em declarações à Inforpress, que o estudo procura compreender as práticas avaliativas que são propostas pelos professores de Língua Portuguesa no ensino secundário nessa escola, com vista a melhoria da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual dos alunos.

Nesse estudo, indicou, constatou-se que os professores utilizam mais uma avaliação para classificação, do que uma avaliação que possa ao longo do processo de ensino aprendizagem orientar os alunos a serem melhores em português, quer na fala ou na escrita.

Para esta professora reformada, ao longo da aprendizagem, uma avaliação formativa é uma melhor alternativa para que os alunos possam, realmente, apreender a língua, do que serem submetidos a fazer uma prova de avaliação.

Portanto, este estudo recomenda que é necessário que os professores mudem de paradigma de avaliação, ou seja, “mesmo usando a avaliação sumativa durante as práticas avaliativas, que essas práticas sejam mais formativas centradas na aprendizagem”.

“O objectivo do professor é que o aluno chegue a ter competência ao falar a língua portuguesa, e o estudo mostra que os professores preocupam com os vários domínios da língua, desde leitura, a escrita, a gramática, e a oralidade”, disse, assegurando que a avaliação formativa ajuda o professor a alcançar o nível desejado de aprendizagem dos alunos.

O estudo propõe, ainda, que os professores que já estão a apostar na avaliação formativa que ajudem os outros a pôr em prática as estratégias de avaliação formativa, e que a avaliação não seja eventual, mas sim que seja feita diariamente.

Para o Ministério da Educação, indicou, o estudo recomenda a tutela a estimular os professores a se formarem, mas também incentiva o próprio professor a procurar formas diferentes de apoiar os alunos no ensino.

“Nós achamos que todos os professores gostariam que os seus alunos aprendem e gostariam que, particularmente na língua portuguesa, dominassem a língua, mas o ministério deve estimulá-los a ter mais formação”, sublinhou Rosa Maria Morais.

As IV Jornadas de Língua Portuguesa – Investigação e Ensino, que terminam esta sexta-feira, têm ainda em debate temas como “Avaliação em Língua Portuguesa- a outra face da docência: elementos da tradição, pontos fortes da modernidade e caminhos de renovação”, “Práticas de avaliação do ensino da língua portuguesa numa escola secundária de Cabo Verde: Contributos para uma avaliação formativa”, “Análise das estratégias de correção do erro na produção escrita”.

“Avaliar para apreender e ensinar: desafios na educação ligústica em português para falantes de outras línguas, “Que português esperamos ler e ouvir de nossos educandos? Aonde eles vão chegar com esse Português? A relação entre expectativas de aprendizagem e critérios de avaliação do português em uso”, são outros painéis em debate.

A iniciativa da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa é financiada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e tem o apoio da Direcção Nacional de Educação do Ministério da Educação, da Embaixada do Brasil em Cabo Verde e do Leitorado Brasileiro em Cabo Verde.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,8 nov 2018 16:54

Editado porAndre Amaral  em  8 nov 2018 16:55

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