Cabo Verde cai no índice de democracia mas mantém pontuação e lidera entre os lusófonos

PorExpresso das Ilhas,9 jan 2019 12:40

Cabo Verde mantém-se como o país lusófono mais bem colocado, no Índice de Democracia elaborado anualmente pelo The Economist, mas desce três posições.

De acordo com o Índice da Democracia elaborado pela The Economist Intelligent Unit, o arquipélago ocupa a 26.ª posição, à frente de Portugal (27.ª), de Timor-Leste (42.ª) e do Brasil (50.ª), todos classificados como democracias com falhas.

Cabo Verde manteve a mesma pontuação do índice anterior (7.88), mas caiu três lugares na lista, relativamente à avaliação anterior, quando ocupava a 23.ª posição. O país teve as melhores pontuações nos critérios "processo eleitoral e pluralismo" (9.17), "liberdades civis" (8.82) e "funcionamento do governo" (7.86) e as piores na "participação política" (6.67) e "cultura política" (6.88).

Numa avaliação em que a generalidade dos países lusófonos manteve as pontuações, a posição de Moçambique deteriorou-se em 2018, obtendo uma pontuação de 3.85 em 10 pontos possíveis, face aos 4.02 pontos conseguidos na avaliação anterior.

O país ocupava, em 2017, a 115.ª posição em 167 países avaliados e era considerado um "regime híbrido", tendo caído, em 2018, para a 116.ª posição, passando a ser classificado como "regime autoritário".

A alteração de classificação de Moçambique foi motivada pelas "disputadas eleições locais de Outubro, que arriscam desestabilizar o processo de paz em curso entre o partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e o partido da oposição armada, a Resistência Nacional Moçambicana [Renamo]", segundo a The Economist.

"Participação política" (5.00 pontos) e "cultura política" (5.00) foram os critérios mais bem avaliados, enquanto a pior pontuação foi atribuída ao "funcionamento do Governo" (2.14) e às "liberdades civis" (2.53).

Timor-Leste manteve a pontuação com 7,19, mas subiu um lugar no índice, enquanto o Brasil melhorou a classificação, passando de 6.86 para 6.97, mas caiu uma posição. "Processo eleitoral e pluralismo" e "liberdades civis" foram as categorias mais bem avaliadas nos dois países.

Angola (123.ª), Guiné-Bissau (157.ª) e Guiné Equatorial (161.ª) mantêm a classificação de "regimes autoritários", com pequenas oscilações, quer nas pontuações, quer na posição no índice.

A nível global, de acordo com o Índice da Democracia, elaborado pelo The Economist Intelligent Unit, a média do índice de democracia manteve-se estável em 2018 pela primeira vez em três anos, mas 42 países baixaram a sua cotação e apenas 4,5% da população vive em plena democracia.

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Autoria:Expresso das Ilhas,9 jan 2019 12:40

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  10 jan 2019 11:21

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