Este anúncio foi feito pelo comissário europeu para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento, Neven Mimica, numa conferência de imprensa que assinala o primeiro dia de uma visita de dois dias, que iniciou este domingo a Cabo Verde.
Numa entrevista colectiva, Neven Mimica disse que as relações entre a União Europeia (UE ) e o arquipélago são “excelentes” e “baseadas em décadas de estreita cooperação”.
“A Pareceria Especial foi um passo decisivo para o incremento das nossas relações”, afirmou, lembrando que desde 2007, “grandes progressos” foram feitos em todas as áreas da cooperação ente a UE e Cabo Verde, com destaque para a migração e mobilidade, o comércio, as energias renováveis, a pesca sustentável e a segurança marítima.
Para o representante europeu, Cabo Verde tem feito “progressos notáveis”, transformando-se num “exemplo na região pela boa governação, a democracia e respeito pelos direitos humanos, pelo índice de desenvolvimento humano e crescimento económico”.
A União Europeia, prosseguiu Neven Mimica, sente-se orgulhosa de ter contribuído para este “sucesso de Cabo Verde”.
“É precisamente por causa deste sucesso que podemos ainda ser mais ambiciosos para o futuro, trazendo um novo paradigma para as nossas relações”, precisou o comissário europeu, para quem a Aliança Europa/África para o Desenvolvimento Sustentável e Empregos poderá ser um instrumento “muito importante para mudança de paradigma”.
“Esta Aliança apresenta África como ela é: um continente de oportunidades. Um continente situado nas portas da Europa. Um continente com ligações muito fortes com a Europa”, indicou o comissário europeu para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento.
Segundo a mesma fonte, chegou o tempo de a Europa construir com África uma “parceria forte” espelhada em diversos sectores como a agricultura, tecnologia digital, conectividade, transportes e energia.
Reconheceu, por outro lado, que o continente nunca esteve no topo da agenda política europeia como agora.
Referindo-se a Cabo Verde, indicou que o programa actual de cooperação no âmbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento representa 79 milhões de euros.
Este pacote abrange o apoio orçamental e apoio de emergência para combater as alterações climáticas, as consequências das chuvas torrenciais em Santo Antão e a seca em todo o país nos últimos anos.
“Uma África forte e um Cabo Verde forte são em última instância o que a Europa quer e deseja”, concluiu o comissário europeu, com desejo de “sucessos” à candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade pela Unesco.