Em declarações a imprensa a Directora-Geral Adjunta das Parcerias Internacionais da União Europeia, Myriam Ferran, comentou sobre a importância do acordo e a relação estratégica entre a UE e Cabo Verde. Myriam Ferran explicou que o acordo não apenas representa um aumento significativo nos fundos disponíveis para o país, mas também solidifica uma parceria baseada em valores compartilhados.
“Eu só posso confirmar que para a União Europeia, é efectivamente um acordo histórico, não somente pelo aumento dos fundos que estão disponíveis em Cabo Verde para desenvolver o país e criar emprego durável, mas também porque é um acordo que solidifica a parceria estratégica entre a União Europeia e Cabo Verde”.
Segundo a Directora-Geral Adjunta das Parcerias Internacionais da União Europeia é uma parceria baseado em valores comuns, e em particular o de Estado de Direito, Democracia e Multilateralismo, em um momento em que o contexto internacional é cada vez mais perigoso.
“A parceria com Cabo Verde é essencial para a estratégia Global Gateway da União Europeia, que visa resultados concretos em transição energética, digitalização e mobilidade, assim como no apoio à economia azul e ao desenvolvimento das infraestruturas marítimas.”
Por sua vez, o vice-presidente do BEI, Ambroise Fayolle, também se pronunciou sobre a importância dos investimentos e a visão estratégica do BEI para Cabo Verde. Ambroise Fayolle destacou que o acordo está alinhado com as prioridades estratégicas do BEI e a visão de desenvolvimento para o país.
“Este acordo corresponde às prioridades estratégicas e à visão de Cabo Verde. Estamos especialmente focados no sector da economia verde, para garantir uma electricidade que seja menos cara, menos dependente de fontes fósseis e mais eficaz. Nossa meta é apoiar a modernização dos portos e promover a economia digital em Cabo Verde. A nossa colaboração reflecte os valores compartilhados entre a União Europeia e Cabo Verde, e acreditamos que esses investimentos serão um motor de crescimento e inovação para o país.”
Por seu turno, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças e do Fomento Empresarial, Olavo Correia, ressaltou o impacto positivo do acordo para o desenvolvimento económico e social do país e destacou a importância da cooperação com a União Europeia e a relevância dos investimentos para a visão de futuro de Cabo Verde.
“Este é um dia importante e marcante para a cooperação entre Cabo Verde e a União Europeia. A cooperação entre nossos países é ancorada em valores fundamentais como a dignidade da pessoa humana, a liberdade e a democracia. Este acordo, que inclui um envelope financeiro de 300 milhões de euros, é uma prova concreta do compromisso da União Europeia com a visão de Cabo Verde para o futuro. Estamos falando de investimentos em transição energética, modernização dos portos, e na construção de uma nação digital. Esses projectos são vitais para criarmos empregos qualificados e bem remunerados para nossos jovens e para garantir uma vida digna para todos os cabo-verdianos.”
Na sua intervenção, o ministro do Mar, Jorge Santos, também abordou o impacto dos investimentos nas infraestruturas portuárias e na economia azul. O governante destacou que o acordo representa um passo crucial para o desenvolvimento sustentável e para a preservação ambiental.
“Testemunhar este ato de assinatura é extremamente importante para o desenvolvimento de Cabo Verde. Nosso país, situado no Atlântico Médio, deseja estar no centro das discussões sobre a preservação dos oceanos e a criação de uma economia azul sustentável. Investir nas nossas infraestruturas portuárias e em energias renováveis é crucial para o nosso desenvolvimento estratégico. Este pacote, que pode atingir mais de 300 milhões de euros, reforça nosso compromisso com a preservação ambiental e o crescimento económico sustentável.”
Os contratos para desenvolvimento sustentável entre Cabo Verde, com o BEI e a União Europeia foram celebrados no âmbito da iniciativa Global Gateway da União Europeia, numa visita de três dias a Cabo Verde, do vice-presidente do BEI, Ambroise Fayolle, em conjunto com a directora-geral Adjunta das Parcerias Internacionais da União Europeia, Myriam Ferran.