A sessão aconteceu esta manhã, na Praia.
“Dos processos encerrados com o despacho da acusação, por tipo de crime sexual, a maioria dos crimes sexuais são o abuso sexual de crianças, com 54 processos, agressão sexual com 19 casos e outros crimes com 6. Nesses outros, o que prevalece é o exibicionismo”, apontou.
Nesta quinta fase, registou-se um aumento da idade da vítima e uma diminuição da idade do agressor.
“Aumento no sentido que na fase anterior tivemos bebés como vítimas de crimes sexuais. Nessa fase tivemos a idade maior da vítima. Por outro lado, houve uma ligeira baixa na idade do agressor. Na fase anterior o agressor mais velho tinha 86 anos e nessa fase a mais idosa foi uma pessoa agressora com 84 anos”, afirmou.
António Andrade afirma que persiste alguma preocupação em relação ao tempo de resposta de certas instituições, o que contribui para atrasos nos processos.
“Registamos ainda com alguma preocupação que algumas instituições não têm dado a colaboração necessária e esperada, não temos tido respostas e temos processos pendentes a guardar relatórios, documentos o que condicionam o andamento e a decisão final. Só a título de informação, na Comarca da Praia, os processos de crimes sexuais contra menores, quase 100% já têm os denunciantes ouvidos, as vítimas inquiridas e o processo não se conclui porque estamos a guardar documentos, estamos a guardar resultados de exames, um conjunto de situações que têm condicionado o resultado dos processos”, lamentou.
A sexta fase do projecto conjunto entre a PGR e os Escritórios Conjuntos do UNICEF está em curso desde 1 de Março.