Representantes juvenis defendem criação de espaços estruturados de participação cívica e política

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,7 fev 2026 14:11

Representantes de associações juvenis defenderam hoje, na cidade da Praia, a criação de espaços de participação cívica e política, essenciais para integrar a juventude nos centros de decisão e combater a abstenção eleitoral.

As declarações foram feitas momentos por ocasião da abertura do Fórum “Jovem, Voz e Vez”, apresentada como uma plataforma de diálogo promovida pela Associação dos Estudantes do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE), em parceria com a Associação Jovem Empreendedor de Cabo Verde.

O evento visa uma reflecção sobre o papel do jovem como agente de transformação sociopolítica.

O presidente da Associação dos Estudantes da ISCEE, Heder Tavares, afirmou que o fórum surge como um espaço de “reflexão, partilha e troca de experiências”, num contexto político marcado pela fraca presença de jovens nos órgãos de poder.

“Estamos a criar aqui um espaço de voz e vez para mostrar que os jovens têm voz e precisam de vez. Neste momento, no contexto político cabo-verdiano, há poucos jovens nas grandes mesas de tomada de decisão”, declarou.

Segundo o dirigente, o impacto pretendido é político e simbólico, por forma a pressionar os decisores a reconhecerem a juventude como actor consciente, organizado e legitimado no processo democrático.

“Queremos que os políticos saibam que estamos presentes, conscientes do nosso papel e preparados para lutar pelo nosso espaço, para representar os jovens cabo-verdianos”, sublinhou.

Heder Tavares identificou “a elevada taxa de abstenção juvenil” como uma das principais lacunas do sistema democrático, defendendo que a participação política deve ser encarada como instrumento real de transformação social.

Entre os temas em debate constam o voto obrigatório, a participação da juventude na política, os desafios e oportunidades da inclusão cívica e o papel do jovem no fortalecimento das instituições democráticas.

O presidente da Associação Jovem Empreendedor de Cabo Verde, Paulo Semedo, por seu lado, afirmou que a organização aderiu à iniciativa por entender que a inclusão social da juventude passa, necessariamente, pela participação cívica activa.

“Quando falamos de inclusão, falamos da participação cívica como motor do desenvolvimento do país. Este fórum contribui para engajar os jovens no processo eleitoral e para o fortalecimento do circuito democrático”, disse.

Paulo Semedo apontou como factores de afastamento dos jovens da política o ambiente de conflitualidade no espaço político e a percepção de instabilidade institucional.

“O clima de guerra política leva muitos jovens a afastarem-se do vínculo eleitoral”, considerou.

Como objectivo da iniciativa, evidenciou a formação de uma juventude politicamente consciente e responsável.

“Um voto pode mudar o rumo do país. Precisamos de jovens capacitados, conscientes do que estão a fazer, e não jovens que votam por obrigação ou por incentivos”, frisou.

O dirigente deixou ainda um apelo direto à juventude cabo-verdiana.

“Aproximem-se da política, compreendam como o sistema funciona e abracem a causa. A mudança só acontece com participação activa”, finalizou.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,7 fev 2026 14:11

Editado porSheilla Ribeiro  em  7 fev 2026 14:25

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