À Inforpress, a mesma fonte indicou que se encontra no terreno com a sua equipa, acompanhando de perto a situação após o sismo de magnitude 4.1 na escala de Richter, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG).
Desde então, técnicos têm realizado visitas em todas as localidades da ilha para avaliar perdas e danos, “sem registo de ocorrências significativas” até ao momento.
Jeremias Cabral precisou que, além das inspeções, as equipas estão a manter contacto direto com as populações em várias zonas, sobretudo devido ao abalo principal ter sido seguido por algumas réplicas.
De acordo com a última actualização do INMG, a actividade sísmica tem vindo a diminuir, com o epicentro estabilizado, indicando uma tendência de regresso à normalidade.
Apesar do cenário de relativa tranquilidade, a Proteção Civil vai continuar o trabalho no terreno, com foco especial na sensibilização da população.
“Durante esta semana, as ações estarão centradas nas escolas, envolvendo alunos e professores, com orientações sobre medidas de autoproteção antes, durante e após um eventual novo sismo”, concretizou Jeremias Cabral.
Entre as recomendações, destaca-se a importância de, durante um abalo, a população “abaixar-se e proteger-se”, preferencialmente numa ombreira de porta ou debaixo de uma mesa, evitando sair a correr, devido ao risco de queda de estruturas.
“Após o sismo, deve-se sair com calma para um local seguro e aguardar instruções das autoridades”, aconselhou.
O responsável sublinhou ainda que não existe, até ao momento, capacidade científica para prever com exatidão a ocorrência de sismos de grande magnitude, apelando à adoção de medidas preventivas com base na informação disponível.
Alertou também para o risco de queda de pedras em zonas mais rochosas, fenómeno já registado na ilha, que causou obstrução temporária de algumas vias, entretanto desobstruídas sem consequências graves.
Por fim, apelou à população para evitar a disseminação de informações não confirmadas nas redes sociais, destacando a importância de recorrer a fontes oficiais, como as autarquias locais, para obter informações credíveis.
O abalo sísmico gerou momentos de apreensão entre os residentes da ilha Brava, mas não há, até ao momento, registo de vítimas nem de danos materiais relevantes.
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