“O lixo marinho, particularmente os plásticos, tem sido um drama para as nossas ilhas”, afirmou o Chefe de Estado, numa mensagem alusiva ao Dia Mundial dos Oceanos, na qual apontou a visita a Santa Luzia, em Março, como exemplo da dimensão do problema.
A única ilha deserta do arquipélago é uma zona protegida de nidificação de tartarugas marinhas, mas a sua localização na corrente do Atlântico Norte faz com que fique coberta de plásticos de todos os tamanhos que acabam no mar.
Na mensagem, o Presidente disse que a visita à ilha, acompanhado por representantes de países, organismos internacionais, empresas e organizações não governamentais, mostrou a necessidade de medidas globais.
A questão do lixo marinho será debatida na V Conferência Internacional da Década do Oceano, que se realiza na ilha da Boa Vista, nos dias 23, 24 e 25 de Julho, segundo a mesma mensagem.
O Chefe de Estado, que é patrono da Aliança da Década do Oceano, manifestou apoio ao objectivo de proteger pelo menos 30% dos oceanos até 2030, alinhado com o lema: “Áreas Marinhas Protegidas Robustas para o Nosso Planeta Azul”.
O Presidente sublinhou que Cabo Verde tem uma “responsabilidade acrescida” por ser um arquipélago cuja área marítima é cerca de 200 vezes maior do que a terrestre.
“Não podemos continuar a ser meros beneficiários dos recursos marinhos: devemos assumir o papel de guardiões de um ecossistema que sustenta a vida no planeta”, apontou.
Na mensagem, o Chefe de Estado destacou ainda o papel das mulheres e dos jovens na protecção dos oceanos, referindo a pesca artesanal, a investigação científica, a educação ambiental e a liderança comunitária como áreas de intervenção.
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