Para a presidente do ICIEG, Marisa Carvalho, a realização de marchas e outras iniciativas públicas representa mais do que um momento de celebração.
“Trata-se de um compromisso institucional com os direitos humanos e de uma resposta aos desafios de discriminação que continuam a afectar pessoas LGBTIQ+ no país. Estas actividades não servem apenas para dar visibilidade à comunidade. São um esforço permanente para reforçar a protecção e a promoção dos direitos humanos em Cabo Verde”, afirmou.
A responsável sublinhou que os projectos desenvolvidos pelo instituto, muitos deles em parceria com organismos internacionais, visam empoderar a comunidade e promover a sua participação activa na sociedade.
Apesar dos avanços registados, Marisa Carvalho reconheceu que persistem preconceitos e resistência em relação à orientação sexual e à identidade de género.
Também a coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Souza, considerou que o país tem dado sinais positivos na promoção dos direitos da comunidade LGBTIQ+, destacando a realização de uma marcha do Orgulho LGBTIQ+, que classificou como um importante símbolo do compromisso de Cabo Verde com os direitos humanos.
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, afirmou, defendendo políticas públicas que reforcem a inclusão social e o combate a todas as formas de discriminação.
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