Ministro da educação admite casos de mais de 30 alunos por turma

PorSheilla Ribeiro,6 out 2021 13:20

O ministro da Educação reconheceu hoje que há casos em que há mais de 30 alunos por turma na ilha do Sal, São Vicente e algumas escolas da cidade da Praia, mas que o ano lectivo 2021/2022 iniciou num cenário de “normalização paulatina”.

Amadeu Cruz respondia às acusações do PAICV durante a primeira sessão do ano parlamentar, quanto a existência de turmas com mais de 30 ou 40 alunos.

Segundo indicou, com o apoio da cooperação Luxemburguesa, o governo investiu em cerca de 30 escolas para melhorar a qualidade dos sanitários e das cozinhas, no abastecimento de água, ou seja, dando algumas respostas também tendo em conta a COVID-19, em todas as escolas, em vários concelhos do país.

“Estou ciente de que é necessário fazer mais, mas neste ano lectivo que agora arranca, fizemos um esforço enorme de reabilitação das escolas e gastamos mais de 280 mil contos. Mas, ao longo do mandato anterior nós investimos na reabilitação das escolas quando em 2016 foi feito um levantamento do estado da conservação das escolas e constatou-se que cerca de quase 80% necessitavam de intervenções”, interveio.

Em matéria de rácios, o governante esclareceu que sempre declarou que o rácio médio é de 30 alunos por turma e que a nível nacional esse rácio é de 24 alunos por turma.

“Temos as excepções que estão no Sal, na Praia e um pouco em São Vicente. Em São Vicente temos verdadeiramente nas Escola Secundária Jorge Barbosa, quatro ou cinco salas com mais de 30 alunos e são turmas essencialmente do 7º e 8º ano. No Sal, temos uma questão mais sensível porque de facto temos uma dinâmica demográfica no Sal, que está a receber de volta a população que tenha regressado para as suas ilhas de origem. Por outro lado, famílias perderam recursos e estão a tirar crianças das escolas provadas e estamos a acolher essas crianças nas escolas públicas”, reconheceu.

Neste sentido, o ministro da Educação admitiu que é preciso analisar e tomar decisões estratégicas em relação a ilha do Sal, já que em 2016 havia um défice de salas e que apesar da criação de mais 17 salas na escola Olavo Moniz ainda não são suficientes.

“Temos que continuar a construir e nó temos aqui o compromisso de construir a escola de Chã de Matias na ilha do Sal para aliviar a escola secundária, mas também a construção da escola de Palmeira para acolher os adolescentes do 7º e 8º ano para libertar a escola. Na Praia, também temos em algumas escolas em que o rácio é acima de 30. Mas, na globalidade, na Praia o rácio é de 28 alunos por turma”, assegurou.

Na sua intervenção inicial, o ministro disse que o funcionamento do ano lectivo 2021/2022 ainda estará condicionado pelos impactos da COVID-19, mas que o início foi num cenário de “normalização paulatina” do funcionamento das escolas e do sistema educativo.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,6 out 2021 13:20

Editado porSara Almeida  em  7 out 2021 14:07

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