Em comunicado, o Executivo sublinha o respeito pelos valores consagrados na Carta das Nações Unidas e reiterou a sua solidariedade para com o povo venezuelano, considerando-o a principal vítima dos regimes autoritários, da instabilidade política e da precariedade económica e social que o país atravessa.
O Governo defende a importância de um diálogo interno inclusivo, assente no respeito pelo Estado de Direito Democrático, pelas instituições e pelos princípios de convivência pacífica e de boa vizinhança.
De referir que em declarações à imprensa, o vice-primeiro-ministro defendeu hoje uma aceleração da transição energética do arquipélago, para estar menos dependente do petróleo, face a situações imprevisíveis como o ataque norte-americano à Venezuela.
“Há um ditado que nunca falha: [devemos] preocupar-nos com as variáveis que controlamos: se você for preocupar-se com as variáveis que não controla, está a perder tempo”, referiu Olavo Correia, numa conferência de imprensa, na cidade da Praia, ao ser questionado sobre a influência da situação na Venezuela, enquanto produtor de petróleo, nas previsões do Orçamento de Estado para 2026.
“Vamos deixar as coisas andar, vamos olhar e adaptar-nos ao contexto. Não somos atores principais deste quadro, portanto, é uma variável que não controlamos”, acrescentou o governante que tutela as Finanças e Economia Digital, no que respeita à situação geopolítica, em si.
A variável que Cabo Verde controla, disse, é a aceleração da “agenda de transição” para assegurar “segurança energética”.
Cerca de um terço da energia produzida em Cabo Verde deverá, este ano, ter origem renovável, valor que poderá ascender a metade ou mais, até 2030, graças a investimentos em curso, substituindo as importações de combustíveis.
“Investir na segurança energética do nosso país é fundamental para termos maior capacidade de enfrentarmos situações destas [como na Venezuela] ou outras que podem vir a acontecer, não controlamos essas tendências a nível mundial”, disse.
“Temos de continuar atentos e prepararmo-nos para um contexto cada vez mais desafiante (…). Estamos a ver que, no plano multilateral, as coisas, hoje, estão muito instáveis e somos confrontados com coisas novas e surpreendentes”, concluiu.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para prender e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente deve comparecer, hoje, num tribunal, em Manhattan.
A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a a presidência interina do país.
Apesar da situação, o barril de petróleo bruto Brent para entrega estava hoje a cotar-se acima de 60 dólares e o mercado permanece estável devido ao excesso de reservas globais, segundo analistas citados pela Efe.
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