“Falámos sobre a situação na Guiné-Bissau. O nosso desejo comum é que haja estabilidade”, referiu o chefe de Estado do arquipélago aos jornalistas, num vídeo publicado pela Presidência cabo-verdiana, no Facebook.
Questionado sobre como pode França ajudar, José Maria Neves apontou caminhos “a promover a reconciliação, o diálogo entre as partes e uma governação inclusiva, de modo que as questões sejam efetivamente resolvidas”.
“Acho que todos temos um papel a desempenhar nesse sentido, positivo, construtivo, de não ingerência, mas de busca comum de vias para a solução definitiva das questões que se colocam à Guiné-Bissau”, concluiu.
No dia 26 de Novembro, um dia antes da divulgação dos resultados das eleições presidenciais e legislativas, os militares depuseram Umaro Sissoco Embaló, que estava no poder na Guiné-Bissau desde 2020, e suspenderam o processo eleitoral.
O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, que reivindica vitória, refugiou-se na Embaixada da Nigéria em Bissau, apontando o golpe como uma orquestração de Embaló para impedir a divulgação dos resultados eleitorais.
O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, está detido e incomunicável desde o dia do golpe, sem que lhe tenham sido apresentadas quaisquer acusações, tendo sido denunciadas outras detenções.
A libertação de todos tem sido uma das condições colocadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o levantamento da suspensão da Guiné-Bissau desses organismos.
homepage








